quarta-feira, 30 de abril de 2014

Sobre Histórias de Fadas - J. R. R. Tolkien...


Esse livro curtinho traz um ensaio e um conto. No ensaio, Tolkien procura responder a três perguntas básicas: O que são histórias de fadas? Qual a sua origem? Para que servem?

Ele explica a diferença entre histórias de fadas e fábulas. Animais falantes podem fazer parte de algumas história de fadas, mas se eles são os personagens principais ou que representam ironicamente seres humanos e suas realidades, passam a ser fábulas. Para Tolkien fadas são seres naturais e histórias de fadas seriam as narrações de lendas e mitos de serem da natureza que possuem algum poder extraordinário ou não.

Qual a origem das histórias de fadas? Essa é uma pergunta mais difícil. Como explicar como surgem mitos e lendas? Mas basicamente Tolkien considera que elas foram criadas como um meio de recuperação, escape e consolo. E aqui já se responde em parte a terceira pergunta.

E também nesse caso ele considera errôneo achar que contos de fadas são só para crianças. Eles servem para qualquer idade, bastando considerar a faixa etária. assim como se pode escrever clássicos adaptados para crianças, também existem contos de fadas para adultos e o gênero fantasia pode ter tanta qualidade quanto qualquer outro.


É claro que o livro é bem mais complexo, traz muitas referências das influencias do autor e por isso mesmo vale muito a pena para quem quer entender melhor as obras dele. Porém é importante frisar, que um ensaio é quase como um estudo acadêmico, então apesar de fino é um livro que precisa ser pensado e analisado e até mesmo criticado se realmente se concorda com o que ele expõe. O que são histórias de fadas para você? Há muito mais para se descobrir nesse ensaio.

Já o conto Folha por Niggle começa fazendo sentido, mas termina meio enevoado. Conta a história de Niggle (que não sei porque me fez muito lembrar um hobbit), um pintor que se vê mau humorado por não conseguir terminar seu quadro antes de fazer uma certa viagem que ele sabe que tem que fazer, mas não o quer antes de terminar a pintura. Porém a toda hora aparece alguém lhe pedindo para ajudar ou fazer algo. Apesar de rabugento, tem um bom coração e não consegue recusar o favor, mas fica irritado por interromperem seu trabalho.


Acontece uma situação envolvendo seu vizinho Parrish, que ele demora para ajudar em determinada coisa. E ele acaba sendo acusado de não ajudar as pessoas e seu quadro em consequência acaba sendo usado de uma maneira, digamos bem indigna. É nesse dia alguém vem buscá-lo, porque ele precisa fazer a viagem, precisa pegar o trem, mas como ele ficou enrolando para arrumar suas coisas por causa do quadro, acaba sendo levado contra sua vontade, mas resignado (pois sabia que tinha que ir) sem ao menos levar qualquer coisa sua.

Ele vai para um lugar obscuro, onde tem que trabalhar arduamente sem ver a luz do sol e precisa fazer um exame de consciência sobre sua vida e ações, até o dia em que decidem que ele pode sair. Contudo na viagem ele não volta para casa, mas sim para um lugar que ele reconhece como seu quadro.

A história é bem confusa no final e deixa várias interrogações. Para onde ele foi? Para onde ele voltou? Era um sonho? Ele tinha morrido? A final do livro fiquei pensando se a tal viagem que ele sabia que tinha que fazer era para o outro mundo, ou seja, ele tinha que morrer como todo mundo faz um dia. E apesar de saber que Tolkien era ateu, dá até pra pensar no lugar obscuro em que ele estava era o purgatório e que a viagem de volta era depois de julgamento, uma viagem até o paraíso, nas montanhas! É um fim com várias interpretações. Você tem que ler para ter a sua.

E uma pergunta final... Folha por Niggle é uma história de fadas? Porque seria?

Livro: Sobre histórias de fadas e Folha por Nigle
Autor: J. R. R. Tolkien.
Tradução: Ronald Kyrmse.
Ilustrações: John Tenniel.
Número de Páginas: 317.
Editora: Zahar.
Data de Publicação: 1964.
Data da Edição: 2006.

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terça-feira, 22 de abril de 2014

Tag 5 Autores:



Tag criada pelo Gabriel do vlog Um Papo entre Páginas. Consiste em falar sobre 5 autores que você conheceu ao longo do ano, quais livros, como foi, se gostou ou não e porque.

Autores escolhidos de 2013:

1. Lian Tanner - série Os Defensores - Museu de Ladrões - vol. 01
Escritora australiana nascida na Tasmânia, curso Geologia porque gostava de saber sobre geleiras e vulcões, trabalhou como atriz profissional por 3 anos o que a ajudou bastante na criatividade para escrever seus livros. Ganhou o prêmio Aurealis Award 2010 para ficção infantil com esse primeiro livro da série, entre outros prêmios. Site oficial da autora: liantanner.com.au


2.Fiodor Dostoievski - Crime e Castigo
Escritor russo tido como fundador do Realismo. Estudou Engenharia, mas após a morte do pai resolveu se dedicar ao que mais gostava, escrever. Obras de destaque: Crime e Castigo, O Idiota, O Jogador, Os Demônios, O Eterno Marido e Os Irmãos Karamazov.


3. Walter Tierno - Cira e o Velho
Escritor brasileiro de São Paulo, formado em jornalismo, é ilustrador e escritor. Autor de contos para as coletâneas Amor Lobo da Giz Editorial e Mitos Modernos da Llyr. Tem um segundo livro publicado chamado Anardeus: no calor da destruição. Tem um vlog no YouTube e colabora também com o vlog/site Psycobooks. Site Walter Tierno. Vlog Zona do Walter.

4. Camila Fernandes - Reino das Névoas
Escritora, tradutora, preparadora e revisora de texto, além de ilustradora. Ilustrou o próprio livro com imagens lindas! Tem uma narrativa fluida e deliciosa. Tem um site do livro Reino das Névoas, um site sobre ela Camila Fernandes e um blog O Demo Sentado em meu Ombro.

5. Suzanne Collins - Gregor, o guerreiro da superfície
Escritora e roteirista de ficção científica e literatura infanto juvenil americana e mais conhecida pela trilogia Jogos Vorazes (The Hunger Games), tem ainda mais quatro livros que não foram traduzidos para o Brasil.






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quarta-feira, 16 de abril de 2014

Cuadernos del Vértigo - Louis Lachanal y Gérrard Herzog...


Em 03 de junho de 1950, pela primeira vez dois alpinistas quebram a barreira dos oito mil metros de altitude. Os protagonistas são os franceses Louis Lachenal e Maurice Herzog que chegam ao cume do temível Annapurna. É a glória! Maurice publica um livro sobre a conquista, mas Louis prefere calar-se.

Cinquenta anos depois da conquista, pois depois da morte de Lachenal vem a toda as anotações e escritos de Louis através de seus diários, que serão publicados em forma de livro em 1956. Cuadernos del Vértigo (Carnets du Vertige, no original francês) traz um outro lado da história, um lado mais humano, mais verdadeiro.


Esse livro não fala apenas da conquista do Annapurna, mas de toda a trajetória montanhística de Louis Lachenal, sua infância e juventude e seu empenho em tornar-se um guia de montanha. Nascido em 17 de julho de 1921, desde pequeno lhe agrava o perigo e junto com amiguinhos arquitetavam planos mirabolantes para entrar nos cinemas sem pagar e sem ser pegos. Seus primeiros contatos com a natureza foi através de um grupo escoteiro ao qual chegou a ser Lobinho. Num dos acampamentos avista paredes belíssimas de rocha e sente o convite da montanha.


Desde então se dedicará completamente a montanha, e mesmo quando realizava outros projetos fora delas, se dedicava com afinco e mergulhava no que queria fazer. Além das aventuras e maiores conquistas feitas na montanha também relata a dificultosa relação com o amor de sua vida: Adele, devido as diferenças sociais que os separava. 

É um livro meio biográfico meio documentário, pois misturas textos de Lachenal e de Gérard Herzog, irmão de Maurice Herzog. Nos remete a muitas passagens da vida de Louis e mostra todos os sentimentos que ele tinha pela montanha em geral, seja escalando ou esquiando.


Ele também prezava as amizades e podia arriscar-se para manter a segurança de seus companheiros. Num dos trechos finais do livro ele diz:

"... Yo notaba que mis pies se estabam congelando e sabía que la cima me los iba a cortar. Para mí esta ascensión era una ascensión como las demás, más alta que otras en los Alpes, pero nada más. Si tenía que dejar mis pies em el Annapurna, no me interessaba...
...Así que yo hubiera descendido. Le pregunté a Maurice qué haría él en ese caso, y me dijo que continuaía. Yo no tenia por qué juzgar sus razones: el alpinismo es algo demasiado personal. Pero creía que si Herzog continuaba solo, no regresaría. Es por él y sólo por él por lo que yo no me di la vuelta.
Esta ascensión hasta la cima no era un tema de prestigio nacional. Era un asunto de cordada."

Livro: Cuadernos del Vértigo (Carnets du Vertige)
Autor: Louis Lachenal e Gérard Herzog.
Tradução: Silvia Gómez Castán.
Editora: Desnivel.
Número de Páginas: 301.
Data de Publicação: 1956.
Data da edição: 2001.

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quinta-feira, 10 de abril de 2014

Novos Livros de Montanha...




A Companhia da Escalada fará o lançamento de dois novos livros de montanha durante a Abertura da Temporada de Montanhismo 2014, que acontecerá nos dias 26 e 27 de abril. 

O primeiro é um livro de grande sucesso chega aos escaladores brasileiros totalmente em português, O Caminho do Guerreiro da Rocha (The Warrior’s Way), de Arno Ilgner. Ele será editado exclusivamente em português pela Companhia da Escalada. Este livro trata de um dos aspectos mais importantes numa escalada, a mente, e já é um clássico mundial, com traduções em seis idiomas e elogios de alguns dos maiores escaladores da atualidade.


O segundo é o Guia de Escaladas de Itacoatiara (Niterói - RJ) com uma seleção das melhores vias deste paraíso de montanha e mar com novos croquis, fotos e mapas. Abrange as montanhas Alto Mourão ou Pedra do Elefante, Agulha Guarischi, Morro do Telégrafo, Tucum, Colibris, Falésia do Peixoto, a pracinha dos boulders e mais.

Também haverá pré venda dos livros no site da Companhia da Escalada, então se você se interessou e quer mais informações acesse: www.companhiadaescalada.com.br e divirta-se com a leitura!

PS.: É gente, sou eu na capa do Guia de Itacoatiara! Que chic! (risos)

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Dragões e Criaturas Fantásticas #8 - Fafnir...



Fafnir - o dragão nórdico
O rei dos anões Hreidmar tinha três filhos: Otter, Regin e Fafnir. Cada um tinha um determinado poder. Otter conseguia transformar-se em qualquer animal, Regin destacava-se na forja e Fafnir na luta e no poder conversar com as aves. Um dia Loki matou Otter por engano quando o mesmo estava transformado em Lontra e furioso Hreidmar exigiu uma indenização por isso aos deuses, que seria tesouros o suficiente para cobrir a pele da lontra morta. Porém essa pele mágica expandia-se quanto mais tesouro se colocava sobre ela. Então Loki foi encarregado de achar a maior fortuna de Midgard, que era a do anão Andvari. Sua fortuna era enorme porque ele possuía um anel mágico que produzia muito ouro.

Loki obrigou Andvari a entregar seu tesouro e este amaldiçoou o Anel como vingança. Loki entregou o tesouro a Hreidmar, que logo em seguida colocou o anel. Isso foi fatal, pois a maldição fez efeito e Hreidmar foi assassinado por seus filhos. Fafnir cobiçando todo o tesouro e poder para ele deu um jeito de trair e livrar-se do irmão. Sua maldade o transformou em um dragão que refugiou-se nas montanhas com sua riqueza.

Regin foi trabalhar como mestre-ferreiro para o rei Sigmund e fez amizade com o príncipe. Com rancor pelo irmão, Regin convence o jovem Siegfried filho do rei, a matar o dragão Fafnir. Siegfried teve sucesso, mas ao se apoderar do tesouro do dragão recebeu também a maldição.

Esta história é contada no Anel dos Nibelungos criada por Richard Wagner e que influenciou as história de Tolkien.

Esse fascículo traz em Dragonologia sobre o acasalamento dos dragões e no Bestiário Fantástico sobre as Sereias.




O acasalamento dos dragões
Encontrar uma fêmea de dragão e convecê-la a acasalar não é nada fácil para o dragão, e a grande escassez de fêmeas reserva este privilégio aos machos mais poderoso ou mais astutos. É o macho que choca os ovos, levando nesse intento até 5 anos.

A Sereia
O canto enfeitiçador da sereia, uma criatura da mitologia grega, atraia irresistivelmente os marinheiros para armadilhas mortais... Uma simbologia complexa que o cristianismo transformou em encarnação da luxúria. Como filhas do Rio Aqueloo e da ninfa Calíope, as primeiras sereias da mitologia grega não lembravam criaturas marinhas. Eram seres híbridos com corpo de mulher e patas de pássaros. A representação tradicional da mulher sedutora, dotada de uma cauda de peixe, que penteia os longos cabelos sentada numa rocha, não corresponde às sereias na mitologia grega, mas sim às ninfas marinhas.

Veja os outros volumes da Coleção!


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quarta-feira, 26 de março de 2014

Alice - Aventuras de Alice no País das Maravilhas e Através do Espelho e o que Alice encontrou por lá...



Sentada no jardim Alice vê um coelho passar a sua frente correndo, não parecia inusitado, mas quando o coelho tira um relógio do bolso e começa a reclamar que está atrasado, ela não se contem e vai atrás do animal. Porém ao se debruçar na toca por onde o coelho entrou, Alice se desequilibra e cai, cai, cai, cai... cai parecendo uma eternidade e quando já se acostumava a estar caindo ela chega a um mundo estranho e diferente: o País das Maravilhas.

A partir de então menina vai protagonizar histórias fantásticas que parecem sem pé nem cabeça, mas são nos sonhos. Coisas incríveis, diálogos inverossímeis e personagens inusitados ganham vida nesse mundo e levam Alice de um lado a outro, crescendo e diminuindo de tamanho, quase afogando-se num lago de lágrimas (suas por sinal), conversando com animais, encontrando reis e rainhas e exércitos com formatos de cartas de baralho. Ela também conhece um gato diferente, que pode aparecer apenas pela metade, somente os olhos, ou somente a cabeça, aparecer e desaparecer a toda hora sem aviso. Tenta tomar chá com o Chapeleiro e a Lebre, mas acaba zangando-se. Enfim uma infinidade de absurdos acontecem e a fazem refletir se ela está sonhando. Algo que o leitor vai saber se sim ou não no final. Esse é o primeiro livro.

Depois segue a sequencia a "Através do Espelho e o que Alice encontrou por lá. Alice está em sua sala brincando com a gatinha quando começa a contar uma história para o animalzinho sobre o que pode haver atrás do espelho. Ela diz que há uma sala igualzinha a que estão, mas que tudo lá é do contrário. Ao tentar provar para a gatinha a veracidade do fato ela acaba por atravessar o espelho. Sua imensa curiosidade a leva a explorar o lugar e ao sair para o jardim se vê novamente num mundo surreal cheio de coisas sem muito sentido. Acaba por descobrir que está em um jogo de xadrez e que precisa se tornar rainha para voltar para casa.

Li a edição pocket de luxo da Zahar, que acredito seja uma versão integral apesar de ser pequeno e não muito grosso. Já tinha lido a versão da Coleção "Clássicos da Literatura Juvenil" da Editora Abril, adaptada por Monteiro Lobato em 176 páginas, com as duas histórias.

Essa história infantil é bastante enganadora, cheia significados é um livro para crianças se divertirem com o nonsense ou para adultos interpretarem significados. É uma obra genial.

A ideia surgiu quando Charles Lutwidge Dodgson sob o pseudônimo de Lewis Carrol fazia um passeio de barco com três pequenas irmãs, uma delas é Alice Linddell, de 10 anos. Segundo o poema que inicia o livro, as três meninas imploraram para que ele contasse uma história para elas e uma delas exige "que não tenha pé nem cabeça!" E assim surgiu a história de Alice.


Acho a história fabulosa, parece sem pé nem cabeça, mas é como nos sonhos. No sonho as coisas parecem não fazer sentido, mas na verdade são nossas memórias e experiência se organizando em nossa mente para que no futuro possam ser usadas com sentido e utilidade. Isso sem falar das trilhões (desculpe os exageros) de interpretações que se pode fazer do texto. Porém prefiro ler no contexto de um sonho, pra que complicar, é a história de uma menininha sonhando coisas inventadas e desfrutando da imaginação. Ótimo para divertir. É disso que as crianças pequenas gostam, fantasia, assombro, deslumbre... é essa magia que faz a vida mais colorida, menos tediosa.




Livro: Alice - Aventuras de Alice no País das Maravilhas e Através do Espelho e o que Alice encontrou por lá...
Autor: Lewis Carroll.
Tradução: Maria Luiza X. de A. Borges.
Ilustrações: John Tenniel.
Número de Páginas: 317.
Editora: Zahar.
Data de Publicação: 1865.
Data da Edição: 2010.






Livro: Alice no País das Maravilhas e Alice no País do Espelho
Autor: Lewis Carroll.
Adaptação: Monteiro Lobato.
Ilustrações: LIla Figueiredo.
Número de Páginas: 176.
Editora: Abril Cultural.
Data de Publicação: 1865.
Data da Edição: 1972.

O autor:


Charles Lutwidge Dodgson, mais conhecido como Lewis Carroll, nasceu em janeiro de 1832 e morreu em Janeiro de 1898. Foi romancista, poeta e matemático britânico. Lecionava matemática no Christ College, em Oxford, e é mundialmente famoso por ser o autor do clássico livro Alice no País das Maravilhas.

Além de tratados matemáticos, livros de lógica, adivinhações e jogos, Lewis Carroll ainda escreveu Alice através do espelho, outra história famosa que envolve a mesma personagem em situações que exploram a linguagem simbólica e mostram os limites dessas formulações, assim como acontece com Alice, ao reclamar da forma repentina de apa­recer e desaparecer do Gato: dessa vez, ele desaparece bem devagar­zinho, começando pela cauda e acabando pelo sorriso. Alice no país das maravilhas reaviva em crianças e adultos a condição infantil, onde o sonho se confunde com a realidade.

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segunda-feira, 17 de março de 2014

Dragões e Criaturas fantásticas #7 - Draco Magnus...


Draco Magnus - o dragão do Apocalipse
Reza a lenda que quando a Virgem Maria iria dar a luz, o diabo mandou Draco Magnus para devorar a criança. Porém Jesus ao nascer foi arrebatado para para junto de Deus e Maria fugiu para o deserto onde por ordem divina encontrou refúgio e alimento por mil duzentos e sessenta dias.

Enquanto isso o arcanjo São Miguel foi enviado para lutar e derrotar o monstruoso dragão. Ele lutou com Draco Magnus por muitos e muitos dias até vencê-lo. 

Esse sétimo volume traz em Dragonologia sobre o dragão ocidental e em Bestiário Fantástico sobre o Grifo.

O Dragão Ocidental
Considerado no passado uma criatura híbrida com atributos pouco preciosos, atualmente o dragão tem uma forma bem definida: possui quatro patas com garras, duas asas poderosas, o dom de cuspir fogo e uma inteligência temível.


Imagem pertencente ao site cremedeletras.blogspot.mx.

O Grifo
Criatura fantástica presente em inúmeros mitos, é um monstro híbrido, tal como o dragão. Mistura de águia e de leão, possui força e ferocidade destes dois animais nobres. Foi mencionado pela primeira vez há cinco mil anos, na Mesopotâmia. Dizem que só as fêmeas tem asas. O grifo é inimigo do cavalo, mas a rara descendência de ambos é o hipogrifo.


Imagem pertencente ao site mitologiagrega14.blogspot.mx
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