quarta-feira, 26 de março de 2014

Alice - Aventuras de Alice no País das Maravilhas e Através do Espelho e o que Alice encontrou por lá...



Sentada no jardim Alice vê um coelho passar a sua frente correndo, não parecia inusitado, mas quando o coelho tira um relógio do bolso e começa a reclamar que está atrasado, ela não se contem e vai atrás do animal. Porém ao se debruçar na toca por onde o coelho entrou, Alice se desequilibra e cai, cai, cai, cai... cai parecendo uma eternidade e quando já se acostumava a estar caindo ela chega a um mundo estranho e diferente: o País das Maravilhas.

A partir de então menina vai protagonizar histórias fantásticas que parecem sem pé nem cabeça, mas são nos sonhos. Coisas incríveis, diálogos inverossímeis e personagens inusitados ganham vida nesse mundo e levam Alice de um lado a outro, crescendo e diminuindo de tamanho, quase afogando-se num lago de lágrimas (suas por sinal), conversando com animais, encontrando reis e rainhas e exércitos com formatos de cartas de baralho. Ela também conhece um gato diferente, que pode aparecer apenas pela metade, somente os olhos, ou somente a cabeça, aparecer e desaparecer a toda hora sem aviso. Tenta tomar chá com o Chapeleiro e a Lebre, mas acaba zangando-se. Enfim uma infinidade de absurdos acontecem e a fazem refletir se ela está sonhando. Algo que o leitor vai saber se sim ou não no final. Esse é o primeiro livro.

Depois segue a sequencia a "Através do Espelho e o que Alice encontrou por lá. Alice está em sua sala brincando com a gatinha quando começa a contar uma história para o animalzinho sobre o que pode haver atrás do espelho. Ela diz que há uma sala igualzinha a que estão, mas que tudo lá é do contrário. Ao tentar provar para a gatinha a veracidade do fato ela acaba por atravessar o espelho. Sua imensa curiosidade a leva a explorar o lugar e ao sair para o jardim se vê novamente num mundo surreal cheio de coisas sem muito sentido. Acaba por descobrir que está em um jogo de xadrez e que precisa se tornar rainha para voltar para casa.

Li a edição pocket de luxo da Zahar, que acredito seja uma versão integral apesar de ser pequeno e não muito grosso. Já tinha lido a versão da Coleção "Clássicos da Literatura Juvenil" da Editora Abril, adaptada por Monteiro Lobato em 176 páginas, com as duas histórias.

Essa história infantil é bastante enganadora, cheia significados é um livro para crianças se divertirem com o nonsense ou para adultos interpretarem significados. É uma obra genial.

A ideia surgiu quando Charles Lutwidge Dodgson sob o pseudônimo de Lewis Carrol fazia um passeio de barco com três pequenas irmãs, uma delas é Alice Linddell, de 10 anos. Segundo o poema que inicia o livro, as três meninas imploraram para que ele contasse uma história para elas e uma delas exige "que não tenha pé nem cabeça!" E assim surgiu a história de Alice.


Acho a história fabulosa, parece sem pé nem cabeça, mas é como nos sonhos. No sonho as coisas parecem não fazer sentido, mas na verdade são nossas memórias e experiência se organizando em nossa mente para que no futuro possam ser usadas com sentido e utilidade. Isso sem falar das trilhões (desculpe os exageros) de interpretações que se pode fazer do texto. Porém prefiro ler no contexto de um sonho, pra que complicar, é a história de uma menininha sonhando coisas inventadas e desfrutando da imaginação. Ótimo para divertir. É disso que as crianças pequenas gostam, fantasia, assombro, deslumbre... é essa magia que faz a vida mais colorida, menos tediosa.




Livro: Alice - Aventuras de Alice no País das Maravilhas e Através do Espelho e o que Alice encontrou por lá...
Autor: Lewis Carroll.
Tradução: Maria Luiza X. de A. Borges.
Ilustrações: John Tenniel.
Número de Páginas: 317.
Editora: Zahar.
Data de Publicação: 1865.
Data da Edição: 2010.






Livro: Alice no País das Maravilhas e Alice no País do Espelho
Autor: Lewis Carroll.
Adaptação: Monteiro Lobato.
Ilustrações: LIla Figueiredo.
Número de Páginas: 176.
Editora: Abril Cultural.
Data de Publicação: 1865.
Data da Edição: 1972.

O autor:


Charles Lutwidge Dodgson, mais conhecido como Lewis Carroll, nasceu em janeiro de 1832 e morreu em Janeiro de 1898. Foi romancista, poeta e matemático britânico. Lecionava matemática no Christ College, em Oxford, e é mundialmente famoso por ser o autor do clássico livro Alice no País das Maravilhas.

Além de tratados matemáticos, livros de lógica, adivinhações e jogos, Lewis Carroll ainda escreveu Alice através do espelho, outra história famosa que envolve a mesma personagem em situações que exploram a linguagem simbólica e mostram os limites dessas formulações, assim como acontece com Alice, ao reclamar da forma repentina de apa­recer e desaparecer do Gato: dessa vez, ele desaparece bem devagar­zinho, começando pela cauda e acabando pelo sorriso. Alice no país das maravilhas reaviva em crianças e adultos a condição infantil, onde o sonho se confunde com a realidade.

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segunda-feira, 17 de março de 2014

Dragões e Criaturas fantásticas #7 - Draco Magnus...


Draco Magnus - o dragão do Apocalipse
Reza a lenda que quando a Virgem Maria iria dar a luz, o diabo mandou Draco Magnus para devorar a criança. Porém Jesus ao nascer foi arrebatado para para junto de Deus e Maria fugiu para o deserto onde por ordem divina encontrou refúgio e alimento por mil duzentos e sessenta dias.

Enquanto isso o arcanjo São Miguel foi enviado para lutar e derrotar o monstruoso dragão. Ele lutou com Draco Magnus por muitos e muitos dias até vencê-lo. 

Esse sétimo volume traz em Dragonologia sobre o dragão ocidental e em Bestiário Fantástico sobre o Grifo.

O Dragão Ocidental
Considerado no passado uma criatura híbrida com atributos pouco preciosos, atualmente o dragão tem uma forma bem definida: possui quatro patas com garras, duas asas poderosas, o dom de cuspir fogo e uma inteligência temível.


Imagem pertencente ao site cremedeletras.blogspot.mx.

O Grifo
Criatura fantástica presente em inúmeros mitos, é um monstro híbrido, tal como o dragão. Mistura de águia e de leão, possui força e ferocidade destes dois animais nobres. Foi mencionado pela primeira vez há cinco mil anos, na Mesopotâmia. Dizem que só as fêmeas tem asas. O grifo é inimigo do cavalo, mas a rara descendência de ambos é o hipogrifo.


Imagem pertencente ao site mitologiagrega14.blogspot.mx
Veja os outros volumes da Coleção!

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quinta-feira, 13 de março de 2014

O Fotógrafo - Guibert, Levévre e Lemercier...



O fotógrafo - uma história no Afeganistão, é um livro que mistura texto, fotos e desenhos para contar a primeira viagem de Dider ao Afeganistão e, 1986, com a missão de fotografar o trabalho dos Médicos Sem Fronteiras no Badaquistão, região no norte do Afeganistão. 


São três volumes com um pouco mais de 80 páginas cada, publicado pela Conrad, com tradução de Dorothée de Bruchard.

No primeiro volume Didier Lefévre conta sua saída de Paris até Peshawar no Paquistão e de lá a travessia clandestina da fronteira para o Afeganistão por caminhos inóspitos para fugir das áreas de batalha e bombardeios, pois o país estava em guerra com a (antiga) União Soviética. Era a década de 80. No segundo volume continua a saga para chegar no objetivo final e depois de cumprido, Dider decide voltar sozinho para o Paquistão. O terceiro volume conta como se dá essa volta. A história foi vivida, fotografada e contada por Didier Lefévre, escrita e desenhada por Emmanuel Guibert e diagramada e colorida por Frédéric Lemercier.


É uma história comovente de um país em guerra, com um povo que sofre privações o tempo todo, mas mesmo assim não deixar de sorrir e resignar-se a sobreviver. Perdidos entre desfiladeiros vertiginosos, muitos vilarejos ficam isolados em algumas épocas do ano. As terras áridas tiram o suor de cada trabalhador para obter o mínimo para continuar a vida. Caravanas e mais caravanas aproveitam a época das boas estações para ir de um lugar ao outro comerciando e estocando para o inverno quando não terão mais uma mobilidade segura. E isso tudo piorado pela guerra. A MSF passava meses atravessando montanhas, carregando medicamentos e equipamentos para levar ajuda humanitária as vítimas.


Os quadros mostrados por Didier da vida da população pobre (que é a maioria) são impressionantes e muito emotivos. A organização Médicos Sem Fronteira faz um trabalho maravilhoso e heróico para levar alívio para uma população encurralada entre guerras e batalhas as quais não escolheu participar, mas da qual precisam se defender.

É um relato cativante e bastante esclarecedor de um pedacinho da história daquela região maltratada por guerras, invasões, imposições... É também importante para apagar o esterótipo que se tem do povo afegão, um povo acolhedor e generoso que só quer o direito de viver conforme suas convicções.

Livro: O Fotógrafo - 3 volumes.
Autor: Didier Lefévre, Guibert e Lemercier.
Número de páginas: 266 (os 3 volumes juntos).
Editora: Conrad.
Data de Publicação: 2003.
Data da Edição: 2010.

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quarta-feira, 5 de março de 2014

A Divina Comédia - Dante Alighieri...


Longo poema épico e teológico, A Divina Comédia divide-se em três partes: o Inferno, o Purgatório e o Paraíso. Não há uma datação exata da obra, mas presume-se que tenha sido escrita entre 1304 e 1321, ano da morte de Dante. A Divina Comédia foi escrita em língua toscana - muito próxima do que hoje se designa por italiano - num registo vulgar, portanto, por oposição ao uso generalizado do latim na escrita erudita. Assim se tornou a obra fundadora da língua italiana moderna.

A edição que eu li foi da Clássicos da Abril que só tem a primeira parte da obra, chamada Inferno. Comprei ainda mais três livros sobre o autor: Por que Ler Dante, Dante Alighieri o poeta filósofo e A Divina Comédia em quadrinhos.

Fiz isso porque estava com muita dificuldade de ler o livro pelos seguintes motivos: é um livro escrito por volta de 1300 (época medieval), é todo escrito em versos e tem uma linguagem que não é mais usual hoje em dia.

Essa primeira parte conta a história de Dante que ao se perder em uma escura floresta, tenta subir uma colina, mas é impedido por três feras. Em seguida aparece a alma do poeta Virgílio que convence Dante a segui-lo em uma jornada pelo inferno, passar pelo purgatório para chegar ao paraíso onde o espera Beatriz, sua amada que havia morrido e que o esperava para mostra-lhe como era o paraíso.

É um livro válido para quem gosta de poemas, estuda literatura ou trabalha na área ou ainda gosta muito de clássicos. Aos demais mortais não creio que vá agradar tanto. confesso que gostei mais de saber sobre a vida de Dante do que sobre sua obra. Mas vale a leitura pelo menos do Inferno que é a parte mais interessante.

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sábado, 22 de fevereiro de 2014

Minha estante nova! - Faça você mesmo!


Depois de uma semana difícil de trabalho, finalmente minha estante ficou pronta. Eu e meu marido a montamos sozinhos, só compramos as madeiras já cortadas no tamanho que queríamos. Deu trabalho, mas ficou ótima, coube quase todos os meus livros. Assim que estivermos de volta de viagem farei uma boa organização e quem sabe consigo fazer caber tudo! (risos).

A madeira usada é MDF com textura Terrarum e foi fixada na parede com suportes invisíveis e com pequenos suportes da mesma madeira nas prateleiras. Fizemos o projeto no computador, depois encomendamos a madeira com um plano de corte que ajuda a economizar e não desperdiçar madeira. Com as madeira entregue em casa tivemos que colar as bordas para finalizar as prateleiras e dar o aspecto de madeira natural, fazer os furos na parede e colocar as buchas, fazer os furos na madeira e em seguida encaixar todas as verticais na parede prendendo-as nos suportes e depois o mesmo com cada prateleira, calculando o tamanho que desejávamos.

Para uma primeira vez até que ficou ótimo! Um probleminha ou outro que acabamos resolvendo, mas da próxima vez que eu disser que quero fazer uma nova estante, podem me internar (risos). Dá muito trabalho pra quem não conhece de marcenaria! Mas valeu a pena, agora meus livrinhos tem um teto para morar mais confortável.

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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Memórias Póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis...


Mais um clássico, segundo os cânones literários! Confesso que não é o tipo de leitura que mais me cativa, mas sempre me prende pela genialidade. Esse romance escrito em 1881, inaugura o realismo no Brasil.
O fantástico da história é que ela é narrada por um defunto. Sim, o narrador Brás Cubas está morto e resolve contar o que foi sua vida, já que depois de morto não há quem o possa julgar. Por isso mesmo dedica o livro ao verme que primeiro roeu suas carnes.

Não é uma narrativa linear porque ele parte primeiro de sua morte, como foi e o que decidiu fazer depois e só então volta a sua infância e juventude, prosseguindo para a vida adulta. No entanto ele continua interrompendo a narrativa para fazer reflexões e alusões a outros assuntos, conversando com o leitor e deixando-o impaciente ao interromper a  história antes do fim.

Brás Cubas é o que chamaríamos hoje de playboy, só que do século XIX. Ele nunca precisou trabalhar, mas ao mesmo tempo morreu frustrado por não conseguir nada de sucesso na vida, seja no trabalho, no amor, na sociedade. Ele queria ser famoso, ser conhecido pela sociedade, queria casar-se e ter filhos, mas nada deu certo na sua vida.

Porém ele narra tudo de forma irônica e de certa forma engraçada. Algumas vezes dá para sentir pena da vida medíocre que levava.

Não é um livro com grandes novidades (a não ser o caso inusitado de ser um morto a narrar), mas dá um perfil da sociedade hipócrita que só pensava nas aparências e no sucesso perante a sociedade seja da forma que for.

Ele nos conta suas diabruras de criança, seu amor por uma cortesã (a linda Marcela) que quase levou seu pai a falência e que o levou a ser mandado para fora do país para estudar. Depois que volta ao Brasil, quer ser político famoso, quer criar um emplasto que trará muito sucesso e mergulha em uma relação sem futuro com um mulher casada: Virgília.

É um romance genial, mas creio que não agradaria a maioria dos jovens, com exceção dos que já tem um cabedal de conhecimento literário bem grande.  Um livro recomendado para jovens adultos depois dos seus 20 anos que poderão compreender as sutilezas, ironias e críticas a sociedade burguesa do século dezenove.

Livro: Memórias Póstumas de Brás Cubas.
Autor: Machado de Assis.
Número de Páginas: 332.
Editora: Abril Coleções.
Coleção: Clássicos da Abril Coleções vol. 5.
Data de publicação: 1881.
Data da edição: 2010.

O autor:


Machado de Assis dispensa apresentações, um dos maiores escritores brasileiros, mas que não é unanimidade. Fluminense, nasceu em 1839 e perdeu a mãe aos 10 anos de idade. Começou sua carreira literária fazendo colaborações ao periódico Marmota Fluminense em 1861. Fez poesias, prefácios, teatro, tradução, crítica, crônicas, escreveu contos e romances. Foi presidente da Academia de Letras e morreu em sua casa no Cosme Velho (bairro do Rio de Janeiro) depois de alguns dias doente de cama.

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sábado, 8 de fevereiro de 2014

Dragões e Criaturas fantásticas #6 - A Hidra de Lerna...



A Hidra de Lerna - o monstro com muitas cabeças
Há muito tempo, um terrível dragão assolava as colheitas e os rebanhos da
região de Lerna. A Hidra de Lerna era uma criatura feroz com corpo de cão, dotada de cabeças de serpente que voltavam a se regenerar e se multiplicavam assim que eram cortadas. É um dos monstros mias terríveis consagrados na mitologia.

Foi Hércules que acabou com o monstro, com a ajuda de Iolau, seu sobrinho, que colocou fogo na mata ao redor de Hércules e da Hidra, assim, cada vez que ele cortava uma cabeça de serpente, colocava fogo para cauterizá-la e impedi-la de crescer se multiplicar novamente. Era para se um dos 10 trabalhos de Hércules impingido por Eristeu, mas este não aceitou por causa da ajuda de Iolau. Hércules teve que pedir ajuda a Iolau porque os deuses tinham mandado um escorpião gigante para ajudar a Hidra Por isso Hércules teve 12 trabalhos.

Esse sexto volume traz em Dragonologia sobre os poderes dos dragões e em Bestiário Fantástico sobre o Unicórnio.




Os poderes dos dragões
Os dragões são criaturas com poderes impressionantes. O seu bafo flamejante e o encanto de sua voz melodiosa são apenas dois dos recursos com os quais esses temíveis predadores enganam as suas presas. Eles tem um sentido, visão e audição muito aguçados. São peritos em magia e podem provocar tormentas e tempestades. Escondem seu verdadeiro nome toda a vida, porque quem o descobrir terá poder sobre o dragão.



O Unicórnio
Um gracioso cavalo branco com um único corno entrançado, foi considerado desde a antiguidade até o século XVIII um animal real, assim como um verdadeiro símbolo de pureza cristã. Diz a lenda que seu corno moído em um pó branco podia curar feridas, purificar a água e dissolver todos os venenos e até ressuscitar os mortos. Seu ponto fraco são as donzelas que facilmente conseguem capturá-los.



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