sexta-feira, 12 de abril de 2013

Palavras Difíceis...


Assistindo ao vídeo do Luis do Canal Ler ou não Ler, sobre o livro a Ilha do Tesouro ele citou a dificuldade que encontrou com algumas palavras do texto escrito em "mil e oitocentos e guaraná com rolha".

Isso me fez lembrar meu tempo de colégio, quando tive que ler o livro O Alienista, de Machado de Assis, na quinta ou sexta série (não lembro, eu tinha uns 12 ou 13 anos) para fazer um resumo para a aula de Português.

Lembro que tive muita dificuldade de entender o livro por conta do meu escasso vocabulário e tive que ler o coitado umas três vezes para conseguir entender do que se tratava. Ainda bem que ele é fino. foi um sufoco, mas eu consegui. Penso até em relê-lo novamente para ver como me sinto em relação a ele hoje em dia.

Bem, então fiz esse post para perguntar pra vocês que me lêem. Se é que alguém aí me lê. Qual foi o livro mais difícil de entender que você já leram ou que tinha mais palavras desconhecidas do seu vocabulário? Conta pra mim aqui nos comentários ou como um vídeo resposta ao meu. Vou adorar ouvir sua história.

Primeiro acampamento...

Resolvi remexer nos meus antigos diários, pois sabe como é, com a idade a gente vai esquecendo muita coisa e já não lembrava como fui para no mundo da montanha. Nessa pesquisa pelo passado, descobri que meu primeira acampamento na vida foi no final do ano de 1992, aos 17 anos. Ou seja minha vida de montanhista começou a exatos 21 anos. Ui, o tempo passa. Segue meu singelo relato da aventura pela trilha do Itupava em direção ao Marumbi, na Serra do Mar no Paraná.

04 de janeiro de 1993 - Segunda-feira

Querido diário:


Ponte onde quase fomos
atropelados pelo trem.
"Nesse final de ano fiz meu primeiro acampamento com o sergio (Macaco), o Eduardo, o Jeferson e o Ederval (Zeguedé).

Saimos na sexta-feira, pegamos o ônibus Borda do Campo de 15:20h e descemos no pé do Inhangava (na verdade é Anhangava, mas eu não sabia escrever na época). Pegamos uma trilha hiperpenosa (não quis dizer que era cheia de penas, não, tá? Na verdade nem sei se essa palavra existe. Enfim...) pra quem nunca acampou, cheia de subidas íngremes e vários trechos cobertos de lama.
Eu na ponte de ferro no Moinho.
Andamos umas três horas até chegar no Ipiranga. O lugar é lindo! No término da narração eu faço um  mapa de onde acampamos. Perto dali, seguindo pelos trilhos, há um lugar que eles denominam de "moinho" que é demais! Tem uma cachoeira deslumbrante! Passamos a noite lá.



Moinho do Ipiranga.
No outro dia aproveitamos para curtir o lugar, pois o Zeguedé teve que voltar até a casa dele pra buscar as varetas da barraca que ele havia esquecido. Nesse intervalo que ficamos acampados resolvemos ir até a ponte onde o trem passa. O Eduardo atravessou e ficou olhando do outro lado. Eu estava indecisa de passar por medo (é bem alto), porém resolvi passar com o auxílio do Sergio.


Zeguedé, Cintia, Jeferson e Sergio.
Quando estávamos no meio da ponte, ouvimos o Eduardo gritar que o trem estava vindo. Quando olhamos o trem já havia feito a curva e já entrava na ponte, foi um sufoco! Mal tivemos tempo de virar, voltar correndo e sair da ponte pulando no barranco, o trem passou zunindo rente ao corrimão da ponte. Que susto!

Estação N. S. de Cadeado.
Depois que o Zeguedé voltou levantamos acampamento e seguimos pelos trilhos. Ao invés de seguirmos pela trilha da represa resolvemos cortar caminho e continuarmos pelos trilhos. Foi quase uma aventura, passamos por inúmeras pontes e túneis e vislumbramos lugares maravilhosos como o Véu da Noiva (uma cachoeira).

Trilhos e túneis.
Fomos parar na estação de Cadeado. De lá pegamos uma trilha mais difícil até uma clareira denominada "Cemintério". Íamos acampar lá, mas resolvemos continuar até a estrada de Porto de Cima. Viramos a direita e andamos até a estação de Engenheiro Langue (parecia que aquela estrada não tinha fim), chegando exaustos. Íamos acampar ali e na manhã seguinte seguir até o Marumbi e subí-lo, porém devido ao estado da turma decidimos pegar o trem que ia passar e voltar pra casa. 

Fizemos um lanche na estação e o continuamos no trem. A viagem foi tranquila e demorada. Chegamos em casa tarde da noite. Meus ombros e costas doíam, estávamos suados e sujos da caminhada, mas valeu a pena!" Não foi dessa vez que conheci o Marumbi!


Desenho em esquema do lugar do acampamento.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Cacife Literário...


Nas minhas peregrinações pelos vlogs literários que adoro, assisti no Canal da Tatiana Feltrin, um vídeo em que ela propunha uma discussão sobre quem tem cacife para falar de literatura, de livros, e se uma pessoa precisa conhecer teoria literária para falar sobre isso.

Muito bem! Fiz um vídeo resposta que espero tenha ficado bom, já que sou nova nessa área e bastante tímida para isso. E também quero deixar aqui por escrito minha opinião. Ah, e não sou formada em nada sou apenas montanhista amante de livros.

Eu admito que uma pessoa que vai expor seu trabalho numa banca examinadora, ou trabalhar na área, fazer uma resenha em revistas especializadas, etc. tenha que ter algum conhecimento literário mais aprofundado. Porém, isso não quer dizer que outras pessoas, "pobres mortais" como eu não possam expor sua opinião sobre suas leituras.

Afinal, qual a função de um livro? Qual a função de um leitor? Um livro só existe enquanto tem alguém que o leia. O que é um livro ou um escritor sem seus leitores? Se para uma pessoa ler um livro ela vai precisar fazer anos de faculdade e cursos de especialização, então o mesmo perde toda a sua função que seria o de divertir, ensinar, colocar questionamentos. E como eu vou estudar todos esses anos para me especializar se não aprender nos livros a ler e cultivar um vocabulário e algum conhecimento. Porque eu iria ler um livro se somente outra pessoa, que se diz mais entendida, pode entender e me dizer o que o livro quer me dizer. 

Qualquer pessoa tem o direito de manifestar, pelos meios que desejar, sua opinião sobre um livro ou a literatura em geral. Todo mundo tem o direito de dizer que não gosta de poesia, ou que não tem afinidade com clássicos ou que só gosta de romances de banca ou curte apenas livros infanto-juvenis ou que seu gosto é apenas por quadrinhos. Eu posso não entender nada de teoria literária, mas eu vou ter minha opinião sobre o que li, mesmo que não tenha entendido ou gostado. Eu não tenho obrigação de adorar Shakespeare só porque ele foi o maior escritor do seu século. Eu tenho que sentir se gostei ou não da história que ele me contou e da forma como o fez. Todo o restante pode me acrescentar mais conhecimento, enfeitar minha opinião, mas não vai mudar minha vida, nem pagar minhas contas.

A única premissa é que o opinador tenha lido sobre o que se propôs a opinar, ou seja, se vai falar de um livro, é preciso ter lido o mesmo para fazê-lo. E é muito importante que o leitor tenha a humildade e honestidade de falar o que realmente sentiu, se gostou, se não gostou, se entendeu ou não entendeu e até pedir opinião de outras pessoas para tentar elucidar o que não foi entendido. Ter opiniões de pessoas "normais" pode incentivar muito mais outras pessoas a ler do que uma resenha crítica toda enfeitada de teoria literária.

Assim como é importante entender que nem todos tem os mesmos gostos ou mesmo sentimento por determinada obra ou autor, e respeitar a opinião alheia. Você pode tentar convencer alguém que sua opinião é válida, mas nunca menosprezar a dos outros. 

Para concluir, não é preciso ter um conhecimento acadêmico para dar sua opinião sobre as coisas, mas sim conhecer o objeto de que se está falando, seja lendo o livro, pesquisando sobre o escritor ou sobre o assunto abordado. Se todos pensássemos igual o mundo nunca teria evoluído e ainda estaríamos nos escondendo em cavernas e caçando animais selvagens de maneira rústica e perigosa. O ser humano nesse tempo todo errou em muitas coisas, mas também criou maravilhas, mas a verdade é que ninguém é dono da verdade e essa pode ter muitas faces.

Então, se a pessoa não sabe discordar educadamente da opinião dos outros, ou acha que conhece a verdade e detém todo o conhecimento do mundo é melhor ir morar com Zaratustra em sua caverna (quem sabe ele possa te ensinar alguma coisa) ou se embrenhar num deserto. Ou melhor, que vá ler um livro, já que só eles o entendem.

Mas se for para compartilhar com humildade seu conhecimento, seja muito bem vindo! Eu quero ouvir sua opinião e discutir sobre ela. Quem sabe não me convence os seus argumentos, ou os meus o convençam, ou ainda possamos cultivar nossas opiniões diferentes, mesmo sendo amigos.

Afinal, para que ter inimigos se você pode fazer amigos? Pense nisso!

Abaixo tem vídeos respostas que encontrei no Youtube, se você quiser deixar o seu na lista é falar nos comentários que eu acrescento.

Outros vídeos-respostas:
Tatiana Feltrin
O Baton de Clarice
Patrícia Pirota
Bruna Camargo
Ler ou não ler
LidoLendo
Show do Luan
Bruna Mateus
Estante de letrinhas
Poesias, Prosas E Algo Mais
Vevsvaladares
Cocota Nerd
Books All Over You
O Lucas Lira
Bárbara Lorentz
Livro e Café
Livros e Viagens
O mundo fantástico dos livros
Vagabundo Iluminado
Raquel Ramos Sugere
Papo Pimba
Vivo Leitura
Não sou crítico literário
Books over Rules
Estante de Leitura
Ricardo Marques Amendola
Nicolas Neves
Nayara Nascimento
Jubs Pimentel

A Ilha do Tesouro – Robert Louis Stevenson


A primeira edição que li da Coleção Clássicos da Literatura Juvenil foi A Ilha do Tesouro, editada em 1971 recontado por Ecy Aguiar Macedo em 189 páginas e Ilustrado a carvão por Walter Hune, as ilustrações são bonitas e em preto e branco. A obra original conta de 240 páginas. 

A outra edição desse mesmo livro, da coleção O Prazer da Literatura, é traduzido e adaptado por Tamara Vivian Katzenstein e ilustrado por Tabet e tem belas ilustrações coloridas. Devo fazer um vídeo para mostrar esses detalhes. Aconselho aos que não curtem muitas descrições que leiam uma versão recontada ou adaptada até estar preparado para a versão original da obra, assim vão curtir mais.

Veja o vídeo com a diferença entre as duas edições:




A obra
A história contada por um menino de 12 anos chamado Jim Hawkins, se passa na Inglaterra do século XVIII ou XIX e narra as aventuras desse personagem ao ver-se envolvido por uma busca ao tesouro do famoso pirata Capitão Flint. 

Os problemas começam quando um estranho misterioso chega a hospedaria dos pais de Jim. Na verdade era o pirata Bill Bones, que fugindo de outros piratas leva consigo o mapa do tesouro de Flint. Logo aparecem os outros piratas reivindicando sua parte, e entregando a Bil a “mancha negra” e dando um prazo para que o mapa fosse entregue. Mas no desenrolar da história Bill morre devido a saúde precária antes que os outros consigam colocar as mãos no mapa que acaba caindo nas mãos de Jim. 

Com o auxílio de dois amigos mais velhos, um médico (Dr. Livesey) e um nobre cavalheiro (Lorde Trelawney) ele parte para uma grande aventura atrás do esconderijo. Mas depois de armarem um navio (o Hispaniola), no meio da viagem Jim e seus amigos descobrem que o dúbio cozinheiro John Long Silver está tramando um motim para se apoderar do tesouro quando for encontrado. E então a história se desenrola com muitas reviravoltas de tirar o fôlego e percebemos que esse personagem inusitado e complexo (Silver) nos faz ficar em dúvida se é bom ou mau, chegamos a sentir uma certa pena dele. 

A história recontada prende muito por ter muitas partes descritivas sobre navios e manobras extirpadas do texto, o que contribui com a fluidez do texto, sendo muito indicado para jovens que normalmente não tem muita paciência para essas partes. E também para os mais crescidos que gostam mais de ação do que de descrição.

Ler esse livro é quase como assistir a sessão da tarde na TV, aqueles filmes que a gente adora (eu pelo menos gostava) de sentar pra ver depois da escola. Ele me fez lembrar muito dos filmes da série Os Piratas do Caribe (mas sem a graça e a fofura do Jack encarnado pelo Johnny Deep). 

Essa obra do Stevenson foi escrita em 1883 e inspirou outros escritores, cineastas e histórias em quadrinhos. A principal adaptação para o cinema é da Walt Disney, de 1950 (http://www.cineclick.com.br/filmes/ficha/nomefilme/a-ilha-do-tesouro/id/4712), inclusive o mega sucesso de Os Piratas do Caribe tem como inspiração várias partes da história de Stevenson. É o livro que construiu o estereótipos dos piratas de olho de vidro e perna de pau e com um papagaio no ombro, e vive até hoje na nossa imaginação e em nossas histórias infantis.

O autor
As duas edições divergem sobre a vida do autor. Uma diz que ele estudou engenharia naval, mas bacharelou-se em Direito e a outra diz que ele abandonou a faculdade de Engenharia pouco depois de matricular-se para se dedicar aos livros. De qualquer forma Stevenson é um escritor escocês que nasceu em 1850 e morreu na Polinésia em 1894. Portanto viveu nesse mundo por apenas 44 anos. Iniciou sua carreira literária publicando um panfleto anônimo (The Pentland Rising) e uma série de ensaios na Revista The Cornhill Magazine.

Aos 33 anos escreveu A Ilha do Tesouro e foi aclamado como um dos melhores autores da literatura mundial, tornando-se famoso e elogiado no mundo todo. Três anos depois escreveu outro sucesso “O Estranho caso do Dr. Jeckill e Mr. Hyde”, mais conhecido entre nós como O Médico e o Monstro.

Obras principais:
In the south Seas (Viagens aos Mares do Sul)
New Arabian Nights (Novas Mil e uma Noite)
Treasure Island (A Ilha do Tesouro)
The Black Arrow (A Flecha negra)
The Master of Ballantrae (O Senhor de Ballantrae)
Kidnapped (Raptado)
The Stange Case of Dr. Jeckill and Mr. Hyde (O médico e o monstro)

Video resenha:

Resenhas:


segunda-feira, 1 de abril de 2013

Coleções da Abril Cultural Juvenil...


Eu tinha dois velhos volumes de uma coleção de clássicos juvenis da Abril Cultural e herdei da minha sogra (obs.: ela não morreu, tá, só me deu os livros, e eu adoro ela) mais alguns volumes. Curiosa fui pesquisar de quantos volumes se tratava a coleção e descobri que eram 50 volumes. Hum! Louca psicótica que sou por livros e coleções lá fui eu levantar poeira dos sebos, afinal as edições eram de 1971/72 e depois de alguma labuta consegui completar a coleção. Muitos estão em estado lastimável, mas o que conta é a história. Veja abaixo um vídeo mostrando a coleção!




01. A Ilha do Tesouro - Robert Louis Stevenson
02. O Conde de Monte Cristo - Alexandre Dumas
03. Aventuras de Tom Sawyer - Mark Twain
04. Os Três Mosqueteiros - Alexandre Dumas
05- Dom Quixote - Miguel de Cervantes
06- Alice no País das Maravilhas/ Alice no País do Espelho - Lewis Carroll
07- O Último dos Moicanos - James Fenimore Cooper
08- David Copperfield - Charles Dickens
09- O Capitão Tormenta - EmiIílio Salgari
10- Odisseia - Homero (do texto em inglês de Alfred J. Church )
11- Ben-Hur - Lewis Wallace
12- Aventuras de Huck - Mark Twain
13- Beleza Negra - Anna Sewell
14- Robin Hood
15- Sem Família - Hector Henri Malot
16- Mulherzinhas - Louisa May Alcott)
17- Ivanhoé - Walter Scott
18- Os Patins de Prata - Mary Mapes Dodge
19- Viagem ao Centro da Terra - Julio Verne
20- Chamado Selvagem - Jack London
21- Robinson Crusoé - Daniel Defoe
22- 20.000 Léguas Submarinas - Julio Verne
23- A Filha do Capitão (A. S. Pushkin)
24- Robinson Suíço - Johann Rudolf Wyss
25- Caçadores de Cavalos - Zane Grey
26- Moby Dick - Herman Melville
27- O príncipe e o Mendigo - Mark Twain
28- Nevada - Zane Grey
29- Aventuras de um petroleiro - Richard Armstrong
30- A rapaziada de Jô - Louisa May Alcott
31- A volta ao Mundo em 80 Dias - Julio Verne
32- Viagens de Gulliver - Jonathan Swift
33- Raptado - Robert Louis Stevenson
34- As Mil e Uma Noites
35- Rei Artur e Seus Cavaleiros
36- O Corsário Negro - Emílio Salgari
37- Os irmãos Corsos - Alexandre Dumas
38- O Pequeno Lorde - Frances Hodgson Burnett
39- Winnetou - Karl May
40- Heidi - Johanna Spyri
41- O Máscara de Ferro - Alexandre Dumas
42- Os Piratas da Malásia - Emílio Salgari
43- Carlos Magno e Seus Cavaleiros
44- A Ilha Misteriosa - Júlio Verne
45- Os Trabalhadores do Mar - Victor Hugo
46- O Corcunda de Notre-Dame - Victor Hugo
47- A pequena Fadette - George Sand
48- Oliver Twist - Charles Dickens
49- O Capitão Fracasso - Theóphile Gautier
50- Tom Jones - Henri Fielding


Mas não é que em 2012 a Abril Cultural resolveu relançar alguns clássicos e nos presenteou com a coleção O Prazer da Leitura. Como a coleção é direcionada ao público juvenil, todos os volumes são de clássicos da literatura ilustrados e adaptados, ótimos para introduzir a boa leitura na vida dos jovens. Tá, eu sei que já não sou tão jovem, mas meu espírito é uma criança e não pude resistir e comprei a coleção de 21 livros, sendo um deles um livro de Conceitos: como usar e conhecer mais as obras da coleção. Veja abaixo um vídeo mostrando a coleção!




Como eu tinha o projeto de reler os 50 clássicos da velha coleção e alguns estão repetidos na nova coleção, aproveitei e comecei a ler as versões de cada coleção, quando existirem as duas. Por exemplo, o primeiro volume da Coleção Clássicos da Literatura Juvenil (1971) é A Ilha do Tesouro de Robert Louis Stevenson e que equivale ao número 17 da coleção O Prazer da Leitura (2012). É por ele que começarei a resenha desses livros no próximo post. Até lá!

1. Moby Dick - Herman Melville
2. Ben-Hur - Lewis Wallace
3. Dom Quixote - Miguel de Cervantes
4. Os três mosqueteiros - Alexandre Dumas
5. 20.000 léguas submarinas - Julio Verne
6. Lad, um puro sangue de corpo e alma - Albert Payson Terhume 
7. O retrato de Dorian Gray - Oscar Wilde
8. Viagens de Gulliver - Jonathan Swift
9. A letra escarlate - Nathaniel Hawthorne
10. Beleza negra - Anna Sewell
11. Oliver Twist - Charles Dickens
12. Robin Hood - Howard Pyle
13. O chamado da selva - Jack London
14. O Conde de Monte Cristo - Alexandre Dumas
15. Tess - Thomas Hardy
16. Canção de Natal - Charles Dickens
17. A Ilha do tesouro - Robert Louis Stevenson
18. Ivanhoé - Walter Scott
19. As aventuras de Tom Sawyer - Mark Twain
20. O último dos moicanos - James Fenimore Cooper
21. Robinson Crusoe - Daniel Defoe

sexta-feira, 29 de março de 2013

O diário de Anne Frank...


Eu fiz diário por muitos anos. Meu primeiro diário foi em 1987. Eu tinha 12 anos. Hoje aos 38, relendo o dito cujo, acho graça e me estarreço com as bobagens que as crianças e adolescentes pensam e fazem e com os absurdos erros de português que eu cometia... Mas também tem coisas legais que aprendemos de nós mesmos, fazendo diário. É muito interessante relembrar nossos pensamentos de anos atrás e descobrir coisas que já havíamos esquecido. Por exemplo, eu descobri que li o romance “A Carícia do Vento” da Janet Dailey aos 12 anos de idade. Gente esse livro não é pra essa faixa etária! Onde eu estava com a cabeça? Ou melhor onde estavam com a cabeça que me deixaram ler esse livro (risos).

Mas uma coisa que descobri também foi que li O Diário de Anne Frank aos 14 anos, em 1989 e achei bem interessante minhas impressões do livro, que venho aqui dividir com vocês. Os comentário dentro dos parênteses em itálico são meus atuais! Não reparem, eu escrevi isso há 24 anos e vou colocar exatamente como escrevi: ATENÇÃO! SPOILERS! ATENÇÃO! SPOILERS! ATENÇÃO! SPOILERS!

“...Achei um assunto interessante, é um livro que terminei de ler, seu nome é O diário de Anne Frank. Falava sobre a vida de uma garota de 13 anos que sofre os horrores da guerra. Sua família e uma outra, escondem-se para não serem apanhados pelos alemães, por serem judeus. Só ela, pode dizer a horrível sensação, de viver escondida com medo de tudo, sem poder sair e ver o sol brilhar e a brisa brincar com a gente. Durante todo o tempo, que ali se isolara, desabafava suas angústias, em um pequeno diário a quem deu o nome de Kitty.

Não se dava bem com os pais, apesar de os amar. Comparando minha vida com a dela, posso dizer que felicidade é o que não me falta. Tenho tudo pra ser feliz! No final da história, o único sobrevivente é o pai de Anne. Anne e sua irmã Margot, morrem de tifo no Campo de Concentração de Bergen Belsen (ou coisa parecida), algum tempo antes do término da guerra. É tão triste! Era uma garota forte, inteligente, estudiosa que anseiava (ai, essa doeu! NT) por um amigo(a) com quem desabafar suas mágoas...

...’Política’. Outro assunto mencionado no livro. Detesto essa palavra!! Não entendo porque Hitler, ‘o nazista’, odiava tanto os judeus, o que fizeram? Hitler que me desculpe, mas eu não gosto dele (essa eu morri de rir, até parece que Hitler se interessaria pela minha opinião por ele – risos). Como teve sangue frio para matar e dilacerar (nossa! Eu já usava essa palavra!) tantas famílias judias. Que isso nunca mais volte a acontecer.”

Bom, essas foram as impressões de uma adolescente de 14 anos sobre esse livro.

Para quem quer ler mais resenhas (mil vezes melhor que a minha as 14 anos – risos) recomendo:

quarta-feira, 27 de março de 2013

Guia de Escaladas da Urca - 5 ª edição...




Pode-se dizer que o Rio de Janeiro seja o maior centro urbano de escaladas do mundo, pois em nenhum outro lugar podemos encontrar a junção de escaladas em montanhas com mais de 100 metros, dentro de uma metrópole com infraestrutura e comodidades. A Urca, no Rio de Janeiro é uma das mais conhecidas e tradicionais áreas de escalada em rocha do Brasil e onde se encontra um dos cartões postais da cidade, o Pão de Açúcar. Em qual outro lugar você pode escalar uma montanha de 400 metros de altitude até o cume e em poucos minutos descer e pegar um cineminha?

Pois bem, na Urca o escalador tem todas as mordomias que desejar. E para ajudar os praticantes nessa empreitada, os escaladores Flavio Daflon e Delson de Queiroz escreveram o Guia de Escaladas da Urca, em 1996. Nessa época, já existiam mais de 180 vias e era difícil encontrar as escaladas, as trilhas e as melhores dicas. O livro veio para corrigir isso. Ele teve sua segunda edição em 1997, mas foi em 2002 que com sua terceira edição houve um grande “upgrade” no guia. As vias já somavam 270 e o Guia da Urca trazia o croqui de 180 delas, com 71 fotos e 18 desenhos descrevendo minuciosamente tudo sobre a região.

Na quarta edição, de 2010, já tinham sido conquistadas 315 vias e o Guia trazia o croqui de 210 delas. 

Finalmente agora em 2013, saiu a quinta edição desse excelente guia, que serviu de inspiração para a criação dos inúmeros outros guias que apareceram no Brasil depois dele, sobre outras áreas de escalada.

A quinta edição, com nova capa e papel couchê continua a evolução e trazendo mais fotos coloridas. Nele você encontra informações de como chegar na Urca, como é o clima, qual a melhor época, um mapa das trilhas, ética local, a história completa - desde a primeira subida no Pão de Açúcar em 1817 até a década de 90 marcada pela escalada esportiva. Há também uma utilíssima tabela de comparação de friends para escalada em móvel, explicações sobre a graduação brasileira de dificuldade e uma tabela de comparação de graus. 

Em seguida vem as escaladas divididas por montanha, face e setor. Cada montanha traz uma introdução sobre ela, (quantas vias tem, como é o acesso, os melhores horários e estratégias) e ilustrando cada capítulo há o traçado das vias em fotos e esquemas em desenho. As vias seguem uma ordem da esquerda para a direita na parede e mostra o nome da conquista, o grau, a metragem e uma breve descrição de cada uma. Algumas vias levam no título determinado número de estrelas que significam o quão interessantes elas são em relação as outras. Não confunda essa classificação com vias bem protegidas, elas são interessante independentemente do tipo de proteção, apenas sinalizando que vale a pena conhecê-la, assim se estiver em dúvida entre uma e outra fica mais fácil decidir. Contudo não descuide dos pontos importantes da escalada e esteja a altura da escalada escolhida para não se meter em apuros.

Os croquis são um comentário a parte. É preciso especificar que o guia traz apenas os croquis repetidos pelos autores, que verificaram “in loco” as condições da via. Eles foram desenhados com as características das vias, a quantidade exata de grampos, a localização de cada parada e sugestão de melhores paradas, inclusive que tipo de proteção, se forem diferente de grampos de ½. Cada parada mostra mais ou menos o tamanho da enfiada e a graduação ao longo de cada uma. Você vai encontrar várias dicas importantes como avisos de trechos mais perigosos em caso de queda, lugares que podem ficar úmidos ou escorregadios depois de chuvas por causa da vegetação e coisas do tipo. O croqui é bem detalhado, inclusive na vegetação para facilitar ao escalador encontra sua via escolhida.

O último capítulo, Falésias e Boulders, apresenta além da relação de vias e esquemas, fotos com traçados, um grande número de fotos dos melhores boulders para facilitar a identificação dos “problemas” e um esquema com as áreas de boulder do lado do mar e da floresta na área da Pista Claudio Coutinho.

Ao final do livro vem os anexos com a relação de todas as vias com grau e conquistador, a relação de vias por graduação de dificuldade com quadradinhos para marcar as vias já feitas, um anexo com as Diretrizes de Mínimo Impacto para a Urca, uma relação de clubes e profissionais de escalada e onde achar atualizações, fotos e vídeos das escaladas da Urca.

Então, não perca tempo e boas escaladas!