Assistindo ao vídeo do Luis do Canal Ler ou não Ler, sobre o livro a Ilha do Tesouro ele citou a dificuldade que encontrou com algumas palavras do texto escrito em "mil e oitocentos e guaraná com rolha".
Isso me fez lembrar meu tempo de colégio, quando tive que ler o livro O Alienista, de Machado de Assis, na quinta ou sexta série (não lembro, eu tinha uns 12 ou 13 anos) para fazer um resumo para a aula de Português.
Lembro que tive muita dificuldade de entender o livro por conta do meu escasso vocabulário e tive que ler o coitado umas três vezes para conseguir entender do que se tratava. Ainda bem que ele é fino. foi um sufoco, mas eu consegui. Penso até em relê-lo novamente para ver como me sinto em relação a ele hoje em dia.
Bem, então fiz esse post para perguntar pra vocês que me lêem. Se é que alguém aí me lê. Qual foi o livro mais difícil de entender que você já leram ou que tinha mais palavras desconhecidas do seu vocabulário? Conta pra mim aqui nos comentários ou como um vídeo resposta ao meu. Vou adorar ouvir sua história.
Resolvi remexer nos meus antigos diários, pois sabe como é, com a idade a gente vai esquecendo muita coisa e já não lembrava como fui para no mundo da montanha. Nessa pesquisa pelo passado, descobri que meu primeira acampamento na vida foi no final do ano de 1992, aos 17 anos. Ou seja minha vida de montanhista começou a exatos 21 anos. Ui, o tempo passa. Segue meu singelo relato da aventura pela trilha do Itupava em direção ao Marumbi, na Serra do Mar no Paraná.
04 de janeiro de 1993 - Segunda-feira Querido diário:
Ponte onde quase fomos atropelados pelo trem.
"Nesse final de ano fiz meu primeiro acampamento com o sergio (Macaco), o Eduardo, o Jeferson e o Ederval (Zeguedé). Saimos na sexta-feira, pegamos o ônibus Borda do Campo de 15:20h e descemos no pé do Inhangava (na verdade é Anhangava, mas eu não sabia escrever na época). Pegamos uma trilha hiperpenosa (não quis dizer que era cheia de penas, não, tá? Na verdade nem sei se essa palavra existe. Enfim...) pra quem nunca acampou, cheia de subidas íngremes e vários trechos cobertos de lama.
Eu na ponte de ferro no Moinho.
Andamos umas três horas até chegar no Ipiranga. O lugar é lindo! No término da narração eu faço um mapa de onde acampamos. Perto dali, seguindo pelos trilhos, há um lugar que eles denominam de "moinho" que é demais! Tem uma cachoeira deslumbrante! Passamos a noite lá.
Moinho do Ipiranga.
No outro dia aproveitamos para curtir o lugar, pois o Zeguedé teve que voltar até a casa dele pra buscar as varetas da barraca que ele havia esquecido. Nesse intervalo que ficamos acampados resolvemos ir até a ponte onde o trem passa. O Eduardo atravessou e ficou olhando do outro lado. Eu estava indecisa de passar por medo (é bem alto), porém resolvi passar com o auxílio do Sergio.
Zeguedé, Cintia, Jeferson e Sergio.
Quando estávamos no meio da ponte, ouvimos o Eduardo gritar que o trem estava vindo. Quando olhamos o trem já havia feito a curva e já entrava na ponte, foi um sufoco! Mal tivemos tempo de virar, voltar correndo e sair da ponte pulando no barranco, o trem passou zunindo rente ao corrimão da ponte. Que susto!
Estação N. S. de Cadeado.
Depois que o Zeguedé voltou levantamos acampamento e seguimos pelos trilhos. Ao invés de seguirmos pela trilha da represa resolvemos cortar caminho e continuarmos pelos trilhos. Foi quase uma aventura, passamos por inúmeras pontes e túneis e vislumbramos lugares maravilhosos como o Véu da Noiva (uma cachoeira).
Trilhos e túneis.
Fomos parar na estação de Cadeado. De lá pegamos uma trilha mais difícil até uma clareira denominada "Cemintério". Íamos acampar lá, mas resolvemos continuar até a estrada de Porto de Cima. Viramos a direita e andamos até a estação de Engenheiro Langue (parecia que aquela estrada não tinha fim), chegando exaustos. Íamos acampar ali e na manhã seguinte seguir até o Marumbi e subí-lo, porém devido ao estado da turma decidimos pegar o trem que ia passar e voltar pra casa. Fizemos um lanche na estação e o continuamos no trem. A viagem foi tranquila e demorada. Chegamos em casa tarde da noite. Meus ombros e costas doíam, estávamos suados e sujos da caminhada, mas valeu a pena!" Não foi dessa vez que conheci o Marumbi!
Nas minhas peregrinações pelos vlogs literários que adoro, assisti no Canal da Tatiana Feltrin, um vídeo em que ela propunha uma discussão sobre quem tem cacife para falar de literatura, de livros, e se uma pessoa precisa conhecer teoria literária para falar sobre isso. Muito bem! Fiz um vídeo resposta que espero tenha ficado bom, já que sou nova nessa área e bastante tímida para isso. E também quero deixar aqui por escrito minha opinião. Ah, e não sou formada em nada sou apenas montanhista amante de livros. Eu admito que uma pessoa que vai expor seu trabalho numa banca examinadora, ou trabalhar na área, fazer uma resenha em revistas especializadas, etc. tenha que ter algum conhecimento literário mais aprofundado. Porém, isso não quer dizer que outras pessoas, "pobres mortais" como eu não possam expor sua opinião sobre suas leituras. Afinal, qual a função de um livro? Qual a função de um leitor? Um livro só existe enquanto tem alguém que o leia. O que é um livro ou um escritor sem seus leitores? Se para uma pessoa ler um livro ela vai precisar fazer anos de faculdade e cursos de especialização, então o mesmo perde toda a sua função que seria o de divertir, ensinar, colocar questionamentos. E como eu vou estudar todos esses anos para me especializar se não aprender nos livros a ler e cultivar um vocabulário e algum conhecimento. Porque eu iria ler um livro se somente outra pessoa, que se diz mais entendida, pode entender e me dizer o que o livro quer me dizer. Qualquer pessoa tem o direito de manifestar, pelos meios que desejar, sua opinião sobre um livro ou a literatura em geral. Todo mundo tem o direito de dizer que não gosta de poesia, ou que não tem afinidade com clássicos ou que só gosta de romances de banca ou curte apenas livros infanto-juvenis ou que seu gosto é apenas por quadrinhos. Eu posso não entender nada de teoria literária, mas eu vou ter minha opinião sobre o que li, mesmo que não tenha entendido ou gostado. Eu não tenho obrigação de adorar Shakespeare só porque ele foi o maior escritor do seu século. Eu tenho que sentir se gostei ou não da história que ele me contou e da forma como o fez. Todo o restante pode me acrescentar mais conhecimento, enfeitar minha opinião, mas não vai mudar minha vida, nem pagar minhas contas. A única premissa é que o opinador tenha lido sobre o que se propôs a opinar, ou seja, se vai falar de um livro, é preciso ter lido o mesmo para fazê-lo. E é muito importante que o leitor tenha a humildade e honestidade de falar o que realmente sentiu, se gostou, se não gostou, se entendeu ou não entendeu e até pedir opinião de outras pessoas para tentar elucidar o que não foi entendido. Ter opiniões de pessoas "normais" pode incentivar muito mais outras pessoas a ler do que uma resenha crítica toda enfeitada de teoria literária. Assim como é importante entender que nem todos tem os mesmos gostos ou mesmo sentimento por determinada obra ou autor, e respeitar a opinião alheia. Você pode tentar convencer alguém que sua opinião é válida, mas nunca menosprezar a dos outros. Para concluir, não é preciso ter um conhecimento acadêmico para dar sua opinião sobre as coisas, mas sim conhecer o objeto de que se está falando, seja lendo o livro, pesquisando sobre o escritor ou sobre o assunto abordado. Se todos pensássemos igual o mundo nunca teria evoluído e ainda estaríamos nos escondendo em cavernas e caçando animais selvagens de maneira rústica e perigosa. O ser humano nesse tempo todo errou em muitas coisas, mas também criou maravilhas, mas a verdade é que ninguém é dono da verdade e essa pode ter muitas faces. Então, se a pessoa não sabe discordar educadamente da opinião dos outros, ou acha que conhece a verdade e detém todo o conhecimento do mundo é melhor ir morar com Zaratustra em sua caverna (quem sabe ele possa te ensinar alguma coisa) ou se embrenhar num deserto. Ou melhor, que vá ler um livro, já que só eles o entendem. Mas se for para compartilhar com humildade seu conhecimento, seja muito bem vindo! Eu quero ouvir sua opinião e discutir sobre ela. Quem sabe não me convence os seus argumentos, ou os meus o convençam, ou ainda possamos cultivar nossas opiniões diferentes, mesmo sendo amigos. Afinal, para que ter inimigos se você pode fazer amigos? Pense nisso! Abaixo tem vídeos respostas que encontrei no Youtube, se você quiser deixar o seu na lista é falar nos comentários que eu acrescento.
A primeira edição que li da Coleção Clássicos da Literatura
Juvenil foi A Ilha do Tesouro, editada em 1971 recontado por Ecy Aguiar Macedo em 189 páginas e
Ilustrado a carvão por Walter Hune, as ilustrações são bonitas e em preto e
branco. A obra original conta de 240 páginas.
A outra edição desse mesmo livro, da coleção O
Prazer da Literatura, é traduzido e adaptado por Tamara Vivian Katzenstein e
ilustrado por Tabet e tem belas ilustrações coloridas. Devo fazer um vídeo para
mostrar esses detalhes. Aconselho aos que não curtem muitas descrições que
leiam uma versão recontada ou adaptada até estar preparado para a versão
original da obra, assim vão curtir mais.
Veja o vídeo com a diferença entre as duas edições:
A obra
A história contada por um menino de 12 anos chamado Jim Hawkins, se
passa na Inglaterra do século XVIII ou XIX e narra as aventuras desse
personagem ao ver-se envolvido por uma busca ao tesouro do famoso pirata Capitão
Flint.
Os problemas começam quando um estranho misterioso chega a hospedaria
dos pais de Jim. Na verdade era o pirata Bill Bones, que fugindo de outros
piratas leva consigo o mapa do tesouro de Flint. Logo aparecem os outros piratas
reivindicando sua parte, e entregando a Bil a “mancha negra” e dando um prazo
para que o mapa fosse entregue. Mas no desenrolar da história Bill morre devido
a saúde precária antes que os outros consigam colocar as mãos no mapa que acaba
caindo nas mãos de Jim.
Com o auxílio de dois amigos mais velhos, um médico
(Dr. Livesey) e um nobre cavalheiro (Lorde Trelawney) ele parte para uma grande
aventura atrás do esconderijo. Mas depois de armarem um navio (o Hispaniola), no
meio da viagem Jim e seus amigos descobrem que o dúbio cozinheiro John Long
Silver está tramando um motim para se apoderar do tesouro quando for
encontrado. E então a história se desenrola com muitas reviravoltas de tirar o
fôlego e percebemos que esse personagem inusitado e complexo (Silver) nos faz
ficar em dúvida se é bom ou mau, chegamos a sentir uma certa pena dele.
A
história recontada prende muito por ter muitas partes descritivas sobre navios
e manobras extirpadas do texto, o que contribui com a fluidez do texto, sendo
muito indicado para jovens que normalmente não tem muita paciência para essas
partes. E também para os mais crescidos que gostam mais de ação do que de descrição.
Ler esse livro é quase como assistir a sessão da tarde na
TV, aqueles filmes que a gente adora (eu pelo menos gostava) de sentar pra ver
depois da escola. Ele me fez lembrar muito dos filmes da série Os Piratas do
Caribe (mas sem a graça e a fofura do Jack encarnado pelo Johnny Deep).
Essa
obra do Stevenson foi escrita em 1883 e inspirou outros escritores, cineastas e
histórias em quadrinhos. A principal adaptação para o cinema é da Walt Disney,
de 1950 (http://www.cineclick.com.br/filmes/ficha/nomefilme/a-ilha-do-tesouro/id/4712), inclusive o mega sucesso de Os Piratas do Caribe tem como inspiração várias
partes da história de Stevenson. É o livro que construiu o estereótipos dos
piratas de olho de vidro e perna de pau e com um papagaio no ombro, e vive até hoje na nossa
imaginação e em nossas histórias infantis.
O autor
As duas edições divergem sobre a vida do autor. Uma diz que
ele estudou engenharia naval, mas bacharelou-se em Direito e a outra diz que
ele abandonou a faculdade de Engenharia pouco depois de matricular-se para se
dedicar aos livros. De qualquer forma Stevenson é um escritor escocês que nasceu
em 1850 e morreu na Polinésia em 1894. Portanto viveu nesse mundo por apenas 44
anos. Iniciou sua carreira literária publicando um panfleto anônimo (The
Pentland Rising) e uma série de ensaios na Revista The Cornhill Magazine.
Aos 33 anos escreveu A Ilha do Tesouro e foi aclamado como
um dos melhores autores da literatura mundial, tornando-se famoso e elogiado no
mundo todo. Três anos depois escreveu outro sucesso “O Estranho caso do Dr.
Jeckill e Mr. Hyde”, mais conhecido entre nós como O Médico e o Monstro.
Obras principais:
In the south Seas (Viagens aos Mares do Sul)
New Arabian Nights (Novas Mil e uma Noite)
Treasure Island (A Ilha do Tesouro)
The Black
Arrow (A Flecha negra)
The Master
of Ballantrae (O Senhor de Ballantrae)
Kidnapped
(Raptado)
The Stange
Case of Dr. Jeckill and Mr. Hyde (O médico e o monstro)
Eu tinha dois velhos volumes de uma coleção de clássicos
juvenis da Abril Cultural e herdei da minha sogra (obs.: ela não morreu, tá, só
me deu os livros, e eu adoro ela) mais alguns volumes. Curiosa fui pesquisar de
quantos volumes se tratava a coleção e descobri que eram 50 volumes. Hum! Louca
psicótica que sou por livros e coleções lá fui eu levantar poeira dos sebos,
afinal as edições eram de 1971/72 e depois de alguma labuta consegui completar
a coleção. Muitos estão em estado lastimável, mas o que conta é a história.
Veja abaixo um vídeo mostrando a coleção!
01. A Ilha do Tesouro - Robert Louis Stevenson 02. O Conde de Monte Cristo - Alexandre Dumas 03. Aventuras de Tom Sawyer - Mark Twain 04. Os Três Mosqueteiros - Alexandre Dumas 05- Dom Quixote - Miguel de Cervantes 06- Alice no País das Maravilhas/ Alice no País do Espelho - Lewis Carroll 07- O Último dos Moicanos - James Fenimore Cooper 08- David Copperfield - Charles Dickens 09- O Capitão Tormenta - EmiIílio Salgari 10- Odisseia - Homero (do texto em inglês de Alfred J. Church ) 11- Ben-Hur - Lewis Wallace 12- Aventuras de Huck - Mark Twain 13- Beleza Negra - Anna Sewell 14- Robin Hood 15- Sem Família - Hector Henri Malot 16- Mulherzinhas - Louisa May Alcott) 17- Ivanhoé - Walter Scott 18- Os Patins de Prata - Mary Mapes Dodge 19- Viagem ao Centro da Terra - Julio Verne 20- Chamado Selvagem - Jack London 21- Robinson Crusoé - Daniel Defoe 22- 20.000 Léguas Submarinas - Julio Verne 23- A Filha do Capitão (A. S. Pushkin) 24- Robinson Suíço - Johann Rudolf Wyss 25- Caçadores de Cavalos - Zane Grey 26- Moby Dick - Herman Melville 27- O príncipe e o Mendigo - Mark Twain 28- Nevada - Zane Grey 29- Aventuras de um petroleiro - Richard Armstrong 30- A rapaziada de Jô - Louisa May Alcott 31- A volta ao Mundo em 80 Dias - Julio Verne 32- Viagens de Gulliver - Jonathan Swift 33- Raptado - Robert Louis Stevenson 34- As Mil e Uma Noites 35- Rei Artur e Seus Cavaleiros 36- O Corsário Negro - Emílio Salgari 37- Os irmãos Corsos - Alexandre Dumas 38- O Pequeno Lorde - Frances Hodgson Burnett 39- Winnetou - Karl May 40- Heidi - Johanna Spyri 41- O Máscara de Ferro - Alexandre Dumas 42- Os Piratas da Malásia - Emílio Salgari 43- Carlos Magno e Seus Cavaleiros 44- A Ilha Misteriosa - Júlio Verne 45- Os Trabalhadores do Mar - Victor Hugo 46- O Corcunda de Notre-Dame - Victor Hugo 47- A pequena Fadette - George Sand 48- Oliver Twist - Charles Dickens 49- O Capitão Fracasso - Theóphile Gautier 50- Tom Jones - Henri Fielding
Mas não é que em 2012 a Abril Cultural resolveu relançar
alguns clássicos e nos presenteou com a coleção O Prazer da Leitura. Como a
coleção é direcionada ao público juvenil, todos os volumes são de clássicos da
literatura ilustrados e adaptados, ótimos para introduzir a boa leitura na vida
dos jovens. Tá, eu sei que já não sou tão jovem, mas meu espírito é uma criança
e não pude resistir e comprei a coleção de 21 livros, sendo um deles um livro
de Conceitos: como usar e conhecer mais as obras da coleção. Veja abaixo um vídeo
mostrando a coleção!
Como
eu tinha o projeto de reler os 50 clássicos da velha coleção e alguns estão
repetidos na nova coleção, aproveitei e comecei a ler as versões de cada
coleção, quando existirem as duas. Por exemplo, o primeiro volume da Coleção
Clássicos da Literatura Juvenil (1971) é A Ilha do Tesouro de Robert Louis
Stevenson e que equivale ao número 17 da coleção O Prazer da Leitura (2012). É
por ele que começarei a resenha desses livros no próximo post. Até lá! 1. Moby Dick - Herman Melville 2. Ben-Hur - Lewis Wallace 3. Dom Quixote - Miguel de Cervantes 4. Os três mosqueteiros - Alexandre Dumas 5. 20.000 léguas submarinas - Julio Verne 6. Lad, um puro sangue de corpo e alma - Albert Payson Terhume 7. O retrato de Dorian Gray - Oscar Wilde 8. Viagens de Gulliver - Jonathan Swift 9. A letra escarlate - Nathaniel Hawthorne 10. Beleza negra - Anna Sewell 11. Oliver Twist - Charles Dickens 12. Robin Hood - Howard Pyle 13. O chamado da selva - Jack London 14. O Conde de Monte Cristo - Alexandre Dumas 15. Tess - Thomas Hardy 16. Canção de Natal - Charles Dickens 17. A Ilha do tesouro - Robert Louis Stevenson 18. Ivanhoé - Walter Scott 19. As aventuras de Tom Sawyer - Mark Twain 20. O último dos moicanos - James Fenimore Cooper 21. Robinson Crusoe - Daniel Defoe
Eu fiz diário por muitos anos. Meu primeiro diário foi em
1987. Eu tinha 12 anos. Hoje aos 38, relendo o dito cujo, acho graça e me
estarreço com as bobagens que as crianças e adolescentes pensam e fazem e com
os absurdos erros de português que eu cometia... Mas também tem coisas legais que aprendemos de nós mesmos, fazendo diário. É muito interessante
relembrar nossos pensamentos de anos atrás e descobrir coisas que já havíamos
esquecido. Por exemplo, eu descobri que li o romance “A Carícia do Vento” da
Janet Dailey aos 12 anos de idade. Gente esse livro não é pra essa faixa
etária! Onde eu estava com a cabeça? Ou melhor onde estavam com a cabeça que me
deixaram ler esse livro (risos).
Mas uma coisa que descobri também foi que li O Diário de
Anne Frank aos 14 anos, em 1989 e achei bem interessante minhas impressões do
livro, que venho aqui dividir com vocês. Os comentário dentro dos parênteses em
itálico são meus atuais! Não reparem, eu escrevi isso há 24 anos e vou colocar
exatamente como escrevi: ATENÇÃO! SPOILERS! ATENÇÃO! SPOILERS! ATENÇÃO!
SPOILERS!
“...Achei um assunto interessante, é um livro que terminei
de ler, seu nome é O diário de Anne Frank. Falava sobre a vida de uma garota de
13 anos que sofre os horrores da guerra. Sua família e uma outra, escondem-se
para não serem apanhados pelos alemães, por serem judeus. Só ela, pode dizer a
horrível sensação, de viver escondida com medo de tudo, sem poder sair e ver o
sol brilhar e a brisa brincar com a gente. Durante todo o tempo, que ali se isolara,
desabafava suas angústias, em um pequeno diário a quem deu o nome de Kitty.
Não se dava bem com os pais, apesar de os amar. Comparando
minha vida com a dela, posso dizer que felicidade é o que não me falta. Tenho
tudo pra ser feliz! No final da história, o único sobrevivente é o pai de Anne.
Anne e sua irmã Margot, morrem de tifo no Campo de Concentração de Bergen
Belsen (ou coisa parecida), algum tempo antes do término da guerra. É tão
triste! Era uma garota forte, inteligente, estudiosa que anseiava (ai, essa doeu! NT) por um amigo(a) com
quem desabafar suas mágoas...
...’Política’. Outro assunto mencionado no livro. Detesto
essa palavra!! Não entendo porque Hitler, ‘o nazista’, odiava tanto os judeus,
o que fizeram? Hitler que me desculpe, mas eu não gosto dele (essa eu morri de
rir, até parece que Hitler se interessaria pela minha opinião por ele – risos).
Como teve sangue frio para matar e dilacerar (nossa! Eu já usava essa palavra!)
tantas famílias judias. Que isso nunca mais volte a acontecer.”
Bom, essas foram as impressões de uma adolescente de 14 anos
sobre esse livro.
Para quem quer ler mais resenhas (mil vezes melhor que a minha
as 14 anos – risos) recomendo:
Pode-se dizer que o Rio de Janeiro seja o maior centro
urbano de escaladas do mundo, pois em nenhum outro lugar podemos encontrar a
junção de escaladas em montanhas com mais de 100 metros, dentro de uma metrópole
com infraestrutura e comodidades. A Urca, no Rio de Janeiro é uma das mais
conhecidas e tradicionais áreas de escalada em rocha do Brasil e onde se
encontra um dos cartões postais da cidade, o Pão de Açúcar. Em qual outro lugar
você pode escalar uma montanha de 400 metros de altitude até o cume e em poucos
minutos descer e pegar um cineminha?
Pois bem, na Urca o escalador tem todas as mordomias que
desejar. E para ajudar os praticantes nessa empreitada, os escaladores Flavio
Daflon e Delson de Queiroz escreveram o Guia de Escaladas da Urca, em 1996.
Nessa época, já existiam mais de 180 vias e era difícil encontrar as escaladas,
as trilhas e as melhores dicas. O livro veio para corrigir isso. Ele teve sua
segunda edição em 1997, mas foi em 2002 que com sua terceira edição houve um
grande “upgrade” no guia. As vias já somavam 270 e o Guia da Urca trazia o
croqui de 180 delas, com 71 fotos e 18 desenhos descrevendo minuciosamente tudo
sobre a região.
Na quarta edição, de 2010, já tinham sido conquistadas 315
vias e o Guia trazia o croqui de 210 delas. Finalmente agora em 2013, saiu a
quinta edição desse excelente guia, que serviu de inspiração para a criação dos
inúmeros outros guias que apareceram no Brasil depois dele, sobre outras áreas
de escalada.
A quinta edição, com nova capa e papel couchê continua a
evolução e trazendo mais fotos coloridas. Nele você encontra informações de
como chegar na Urca, como é o clima, qual a melhor época, um mapa das trilhas,
ética local, a história completa - desde a primeira subida no Pão de Açúcar em
1817 até a década de 90 marcada pela escalada esportiva. Há também uma
utilíssima tabela de comparação de friends para escalada em móvel, explicações
sobre a graduação brasileira de dificuldade e uma tabela de comparação de
graus. Em seguida vem as escaladas divididas por montanha, face e setor. Cada
montanha traz uma introdução sobre ela, (quantas vias tem, como é o acesso, os
melhores horários e estratégias) e ilustrando cada capítulo há o traçado das
vias em fotos e esquemas em desenho. As vias seguem uma ordem da esquerda para
a direita na parede e mostra o nome da conquista, o grau, a metragem e uma
breve descrição de cada uma. Algumas vias levam no título determinado número de
estrelas que significam o quão interessantes elas são em relação as outras. Não
confunda essa classificação com vias bem protegidas, elas são interessante
independentemente do tipo de proteção, apenas sinalizando que vale a pena
conhecê-la, assim se estiver em dúvida entre uma e outra fica mais fácil
decidir. Contudo não descuide dos pontos importantes da escalada e esteja a
altura da escalada escolhida para não se meter em apuros.
Os croquis são um comentário a parte. É preciso especificar
que o guia traz apenas os croquis repetidos pelos autores, que verificaram “in
loco” as condições da via. Eles foram desenhados com as características das
vias, a quantidade exata de grampos, a localização de cada parada e sugestão de
melhores paradas, inclusive que tipo de proteção, se forem diferente de grampos
de ½. Cada parada mostra mais ou menos o tamanho da enfiada e a graduação ao
longo de cada uma. Você vai encontrar várias dicas importantes como avisos de
trechos mais perigosos em caso de queda, lugares que podem ficar úmidos ou
escorregadios depois de chuvas por causa da vegetação e coisas do tipo. O croqui
é bem detalhado, inclusive na vegetação para facilitar ao escalador encontra
sua via escolhida.
O último capítulo, Falésias e Boulders, apresenta além da
relação de vias e esquemas, fotos com traçados, um grande número de fotos
dos melhores boulders para facilitar a identificação dos “problemas” e um
esquema com as áreas de boulder do lado do mar e da floresta na área da Pista
Claudio Coutinho.
Ao
final do livro vem os anexos com a relação de todas as vias com grau e
conquistador, a relação de vias por graduação de dificuldade com quadradinhos
para marcar as vias já feitas, um anexo com as Diretrizes de Mínimo Impacto
para a Urca, uma relação de clubes e profissionais de escalada e onde achar
atualizações, fotos e vídeos das escaladas da Urca. Então, não perca tempo e boas escaladas!