Pode-se dizer que o Rio de Janeiro seja o maior centro
urbano de escaladas do mundo, pois em nenhum outro lugar podemos encontrar a
junção de escaladas em montanhas com mais de 100 metros, dentro de uma metrópole
com infraestrutura e comodidades. A Urca, no Rio de Janeiro é uma das mais
conhecidas e tradicionais áreas de escalada em rocha do Brasil e onde se
encontra um dos cartões postais da cidade, o Pão de Açúcar. Em qual outro lugar
você pode escalar uma montanha de 400 metros de altitude até o cume e em poucos
minutos descer e pegar um cineminha?
Pois bem, na Urca o escalador tem todas as mordomias que
desejar. E para ajudar os praticantes nessa empreitada, os escaladores Flavio
Daflon e Delson de Queiroz escreveram o Guia de Escaladas da Urca, em 1996.
Nessa época, já existiam mais de 180 vias e era difícil encontrar as escaladas,
as trilhas e as melhores dicas. O livro veio para corrigir isso. Ele teve sua
segunda edição em 1997, mas foi em 2002 que com sua terceira edição houve um
grande “upgrade” no guia. As vias já somavam 270 e o Guia da Urca trazia o
croqui de 180 delas, com 71 fotos e 18 desenhos descrevendo minuciosamente tudo
sobre a região.
Na quarta edição, de 2010, já tinham sido conquistadas 315
vias e o Guia trazia o croqui de 210 delas.
Finalmente agora em 2013, saiu a quinta edição desse excelente guia, que serviu de inspiração para a criação dos inúmeros outros guias que apareceram no Brasil depois dele, sobre outras áreas de escalada.
Finalmente agora em 2013, saiu a quinta edição desse excelente guia, que serviu de inspiração para a criação dos inúmeros outros guias que apareceram no Brasil depois dele, sobre outras áreas de escalada.
A quinta edição, com nova capa e papel couchê continua a
evolução e trazendo mais fotos coloridas. Nele você encontra informações de
como chegar na Urca, como é o clima, qual a melhor época, um mapa das trilhas,
ética local, a história completa - desde a primeira subida no Pão de Açúcar em
1817 até a década de 90 marcada pela escalada esportiva. Há também uma
utilíssima tabela de comparação de friends para escalada em móvel, explicações
sobre a graduação brasileira de dificuldade e uma tabela de comparação de
graus.
Em seguida vem as escaladas divididas por montanha, face e setor. Cada montanha traz uma introdução sobre ela, (quantas vias tem, como é o acesso, os melhores horários e estratégias) e ilustrando cada capítulo há o traçado das vias em fotos e esquemas em desenho. As vias seguem uma ordem da esquerda para a direita na parede e mostra o nome da conquista, o grau, a metragem e uma breve descrição de cada uma. Algumas vias levam no título determinado número de estrelas que significam o quão interessantes elas são em relação as outras. Não confunda essa classificação com vias bem protegidas, elas são interessante independentemente do tipo de proteção, apenas sinalizando que vale a pena conhecê-la, assim se estiver em dúvida entre uma e outra fica mais fácil decidir. Contudo não descuide dos pontos importantes da escalada e esteja a altura da escalada escolhida para não se meter em apuros.
Em seguida vem as escaladas divididas por montanha, face e setor. Cada montanha traz uma introdução sobre ela, (quantas vias tem, como é o acesso, os melhores horários e estratégias) e ilustrando cada capítulo há o traçado das vias em fotos e esquemas em desenho. As vias seguem uma ordem da esquerda para a direita na parede e mostra o nome da conquista, o grau, a metragem e uma breve descrição de cada uma. Algumas vias levam no título determinado número de estrelas que significam o quão interessantes elas são em relação as outras. Não confunda essa classificação com vias bem protegidas, elas são interessante independentemente do tipo de proteção, apenas sinalizando que vale a pena conhecê-la, assim se estiver em dúvida entre uma e outra fica mais fácil decidir. Contudo não descuide dos pontos importantes da escalada e esteja a altura da escalada escolhida para não se meter em apuros.
Os croquis são um comentário a parte. É preciso especificar
que o guia traz apenas os croquis repetidos pelos autores, que verificaram “in
loco” as condições da via. Eles foram desenhados com as características das
vias, a quantidade exata de grampos, a localização de cada parada e sugestão de
melhores paradas, inclusive que tipo de proteção, se forem diferente de grampos
de ½. Cada parada mostra mais ou menos o tamanho da enfiada e a graduação ao
longo de cada uma. Você vai encontrar várias dicas importantes como avisos de
trechos mais perigosos em caso de queda, lugares que podem ficar úmidos ou
escorregadios depois de chuvas por causa da vegetação e coisas do tipo. O croqui
é bem detalhado, inclusive na vegetação para facilitar ao escalador encontra
sua via escolhida.
O último capítulo, Falésias e Boulders, apresenta além da
relação de vias e esquemas, fotos com traçados, um grande número de fotos
dos melhores boulders para facilitar a identificação dos “problemas” e um
esquema com as áreas de boulder do lado do mar e da floresta na área da Pista
Claudio Coutinho.
Então, não perca tempo e boas escaladas!
Muito bom Cintia. Parabéns.
ResponderExcluirObrigado Sandro. Espero que sirva de incentivo pra galera escalar mais e se divertir! Beijos.
Excluir