sábado, 22 de fevereiro de 2014

Minha estante nova! - Faça você mesmo!


Depois de uma semana difícil de trabalho, finalmente minha estante ficou pronta. Eu e meu marido a montamos sozinhos, só compramos as madeiras já cortadas no tamanho que queríamos. Deu trabalho, mas ficou ótima, coube quase todos os meus livros. Assim que estivermos de volta de viagem farei uma boa organização e quem sabe consigo fazer caber tudo! (risos).

A madeira usada é MDF com textura Terrarum e foi fixada na parede com suportes invisíveis e com pequenos suportes da mesma madeira nas prateleiras. Fizemos o projeto no computador, depois encomendamos a madeira com um plano de corte que ajuda a economizar e não desperdiçar madeira. Com as madeira entregue em casa tivemos que colar as bordas para finalizar as prateleiras e dar o aspecto de madeira natural, fazer os furos na parede e colocar as buchas, fazer os furos na madeira e em seguida encaixar todas as verticais na parede prendendo-as nos suportes e depois o mesmo com cada prateleira, calculando o tamanho que desejávamos.

Para uma primeira vez até que ficou ótimo! Um probleminha ou outro que acabamos resolvendo, mas da próxima vez que eu disser que quero fazer uma nova estante, podem me internar (risos). Dá muito trabalho pra quem não conhece de marcenaria! Mas valeu a pena, agora meus livrinhos tem um teto para morar mais confortável.

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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Memórias Póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis...


Mais um clássico, segundo os cânones literários! Confesso que não é o tipo de leitura que mais me cativa, mas sempre me prende pela genialidade. Esse romance escrito em 1881, inaugura o realismo no Brasil.
O fantástico da história é que ela é narrada por um defunto. Sim, o narrador Brás Cubas está morto e resolve contar o que foi sua vida, já que depois de morto não há quem o possa julgar. Por isso mesmo dedica o livro ao verme que primeiro roeu suas carnes.

Não é uma narrativa linear porque ele parte primeiro de sua morte, como foi e o que decidiu fazer depois e só então volta a sua infância e juventude, prosseguindo para a vida adulta. No entanto ele continua interrompendo a narrativa para fazer reflexões e alusões a outros assuntos, conversando com o leitor e deixando-o impaciente ao interromper a  história antes do fim.

Brás Cubas é o que chamaríamos hoje de playboy, só que do século XIX. Ele nunca precisou trabalhar, mas ao mesmo tempo morreu frustrado por não conseguir nada de sucesso na vida, seja no trabalho, no amor, na sociedade. Ele queria ser famoso, ser conhecido pela sociedade, queria casar-se e ter filhos, mas nada deu certo na sua vida.

Porém ele narra tudo de forma irônica e de certa forma engraçada. Algumas vezes dá para sentir pena da vida medíocre que levava.

Não é um livro com grandes novidades (a não ser o caso inusitado de ser um morto a narrar), mas dá um perfil da sociedade hipócrita que só pensava nas aparências e no sucesso perante a sociedade seja da forma que for.

Ele nos conta suas diabruras de criança, seu amor por uma cortesã (a linda Marcela) que quase levou seu pai a falência e que o levou a ser mandado para fora do país para estudar. Depois que volta ao Brasil, quer ser político famoso, quer criar um emplasto que trará muito sucesso e mergulha em uma relação sem futuro com um mulher casada: Virgília.

É um romance genial, mas creio que não agradaria a maioria dos jovens, com exceção dos que já tem um cabedal de conhecimento literário bem grande.  Um livro recomendado para jovens adultos depois dos seus 20 anos que poderão compreender as sutilezas, ironias e críticas a sociedade burguesa do século dezenove.

Livro: Memórias Póstumas de Brás Cubas.
Autor: Machado de Assis.
Número de Páginas: 332.
Editora: Abril Coleções.
Coleção: Clássicos da Abril Coleções vol. 5.
Data de publicação: 1881.
Data da edição: 2010.

O autor:


Machado de Assis dispensa apresentações, um dos maiores escritores brasileiros, mas que não é unanimidade. Fluminense, nasceu em 1839 e perdeu a mãe aos 10 anos de idade. Começou sua carreira literária fazendo colaborações ao periódico Marmota Fluminense em 1861. Fez poesias, prefácios, teatro, tradução, crítica, crônicas, escreveu contos e romances. Foi presidente da Academia de Letras e morreu em sua casa no Cosme Velho (bairro do Rio de Janeiro) depois de alguns dias doente de cama.

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sábado, 8 de fevereiro de 2014

Dragões e Criaturas fantásticas #6 - A Hidra de Lerna...



A Hidra de Lerna - o monstro com muitas cabeças
Há muito tempo, um terrível dragão assolava as colheitas e os rebanhos da
região de Lerna. A Hidra de Lerna era uma criatura feroz com corpo de cão, dotada de cabeças de serpente que voltavam a se regenerar e se multiplicavam assim que eram cortadas. É um dos monstros mias terríveis consagrados na mitologia.

Foi Hércules que acabou com o monstro, com a ajuda de Iolau, seu sobrinho, que colocou fogo na mata ao redor de Hércules e da Hidra, assim, cada vez que ele cortava uma cabeça de serpente, colocava fogo para cauterizá-la e impedi-la de crescer se multiplicar novamente. Era para se um dos 10 trabalhos de Hércules impingido por Eristeu, mas este não aceitou por causa da ajuda de Iolau. Hércules teve que pedir ajuda a Iolau porque os deuses tinham mandado um escorpião gigante para ajudar a Hidra Por isso Hércules teve 12 trabalhos.

Esse sexto volume traz em Dragonologia sobre os poderes dos dragões e em Bestiário Fantástico sobre o Unicórnio.




Os poderes dos dragões
Os dragões são criaturas com poderes impressionantes. O seu bafo flamejante e o encanto de sua voz melodiosa são apenas dois dos recursos com os quais esses temíveis predadores enganam as suas presas. Eles tem um sentido, visão e audição muito aguçados. São peritos em magia e podem provocar tormentas e tempestades. Escondem seu verdadeiro nome toda a vida, porque quem o descobrir terá poder sobre o dragão.



O Unicórnio
Um gracioso cavalo branco com um único corno entrançado, foi considerado desde a antiguidade até o século XVIII um animal real, assim como um verdadeiro símbolo de pureza cristã. Diz a lenda que seu corno moído em um pó branco podia curar feridas, purificar a água e dissolver todos os venenos e até ressuscitar os mortos. Seu ponto fraco são as donzelas que facilmente conseguem capturá-los.



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sábado, 1 de fevereiro de 2014

Minha Estante...


Algumas pessoas me pediram para fazer um "bookshelf tour", mas realmente mostar meus livros individualmente está impossível, pois estão empilhados e bagunçados por falta de estante.

Tenho um projeto de fazer uma estante de parede inteira na sala para comportar a todos e assim que estiver pronta e houver possibilidade eu mostrarei minha nova estante.

Logo, logo meus livros terão um teto para chamar de seu! (risos)


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domingo, 26 de janeiro de 2014

Coleção Clássicos da Abril


Após intervalo de 32 anos, a Editora Abril voltou a lançar uma primorosa coleção de literatura. A coleção, formada por 30 obras em 35 volumes luxuosos, tem capa dura em tecido e miolo em papel nobre, e cada livro vem acompanhado por um caderno de 16 páginas com informações sobre o autor e sua obra. Além disso, todos os livros estão de acordo com a nova ortografia da língua portuguesa. Essa coleção foi lançada em fevereiro de 2012.

1. Crime e castigo – vol. I – Fiódor Dostoiévski (trad. Rosário Fusco)
2. Crime e castigo – vol. II – Fiódor Dostoiévski (trad. Rosário Fusco)
3. Madame Bovary – Gustave Flaubert (trad. Fúlvia M. L. Moretto)
4. O retrato de Dorian Gray – Oscar Wilde (trad. José Eduardo Moretzsohn)
5. Memórias póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis
6. A divina comédia – Inferno – Dante Alighieri (trad. Jorge Wanderley)
7. Os sofrimentos do jovem Werther – J. W. Goethe (trad. Leonardo Lack)
8. O engenhoso fidalgo D. Quixote da Mancha – vol. I – Miguel de Cervantes (trad. José Luis Sánchez e Carlos Nougué)
9. O engenhoso fidalgo D. Quixote da Mancha – vol. II – Miguel de Cervantes (trad. José Luis Sánchez e Carlos Nougué)
10. Hamlet, Rei Lear, Macbeth – William Shakespeare (trad. Barbara Heliodora)
11. Ilusões perdidas – vol. I – Honoré de Balzac (trad. Leila de Aguiar Costa)
12. Ilusões perdidas – vol. II – Honoré de Balzac (trad. Leila de Aguiar Costa)
13. Orgulho e preconceito – Jane Austen (trad. Lúcio Cardoso)
14. O primo Basílio – Eça de Queirós (trad. Paulo Franchetti)
15. Moby Dick – vol. I – Herman Melville (trad. Berenice Xavier)
16. Moby Dick – vol. II – Herman Melville (trad. Berenice Xavier)
17. O falecido Mattia Pascal – Luigi Pirandello (trad. Rômulo Antônio Giovelli e Francisco Degani)
18. O homem que queria ser rei e outras histórias – Rudyard Kipling (trad. Cristina Carvalho Boselli)
19. Os lusíadas – Luís de Camões
20. A metamorfose – Franz Kafka (trad. Lourival Holt Albuquerque)
21. Outra volta do parafuso – Henry James (trad. Brenno Silveira)
22. O assassinato e outras histórias – Anton Tchekhov (trad. Rubens Figueiredo)
23. O morro dos ventos uivantes – Emily Brönte (trad. Raquel de Queiroz)
24. Mensagem – Fernando Pessoa
25. Coração das trevas – Joseph Conrad (trad. Celso M. Paciornik)
26. O vermelho e o negro – Stendhal (trad. Raquel Prado)
27. Cândido – Voltaire (trad. Marcos Bagno)
28. Os Malavoglia – Giovanni Verga (trad. Aurora Bernardini e Homero de Andrade)
29. Os sertões – vol. I – Euclides da Cunha
30. Os sertões – vol. II – Euclides da Cunha
31. Contos de amor, de loucura e de morte – Horacio Quiroga (trad. Eric Nepomuceno)
32. Infância –Maksim Górki (trad. Rubens Figueiredo)
33. Grandes esperanças – Charles Dickens (trad. José Eduardo Moretzsohn)
34. No caminho de Swann – Marcel Proust (trad. Fernando Py)
35. Odisseia – Homero (trad. Prof. Jaime Bruna)

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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Retrospectiva 2013 e Expectativas 2014...


O que eu li em 2013 e quais minhas expectativas para ler em 2014!

Livros lidos em 2013:
1. O Rejeitado - A Lenda dos Guardiões 08 - Kathryn Lasky
2. O Capitão Tormenta - Emílio Salgari - Clássicos da Literatura Juvenil 10
3. Museu de Ladrões - O Defensores 01 - Lian Tanner
4. Aventuras de Huck - Mark Twain - Clássicos da Literatura Juvenil 12
5. O Festim dos Corvos - Crônicas de Gelo e Fogo 4 - George R. R. Martin
6. A Sala Âmbar - Steve Berry
7. O Anticristo - Nietzsche
8. Crime e Castigo - Fiodor Dostoiévski - Clássicos Abril 01
9. Breve História de Quase Tudo - Bill Bryson
10. Os Três Mosqueteiros - Alexandre Dumas - O Prazer da Leitura 04
11. Vida de Pedra - A. P. Maryan
12. 7 volumes da série Querido Diário Otário - Jim Benton
19. 90 Livros Clássicos para apressadinhos - Henrik Lange
20. Madame Bovary - Gustave Flaubert - Clássicos da Abril 03
21. O Engenhoso Fidalgo Dom Quixote da Mancha - Miguel de Cervantes - Clássicos da Abril 08
22. O Retrato de Dorian Gray - Oscar Wilde - Clássicos da Abril 04
23. Cira e o Velho - Walter Tierno
24. Livros: tudo o que você não pode deixar de ler - Christiane Zschirnt
25. Riesgo e Liderasgo - Alberto Ayora
26. Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis - Clássicos da Abril
27. O fotógrafo vol. 1, 2 e 3 - Guibert, Lefévre e Lemecier
28. Alice - Aventuras de Alice no País das Maravilhas / Através do Espelho e o que Alice encontrou por lá - Lewis Carrol - Zahar
29. Cuadernos del Vértigo - Louis Lachenal e Gérard Herzog
30. Sobre Histórias de Fadas - Tolkien
31. Gregor o Guerreiro da Superfície - Crônicas do Subterrâneo 01 - Suzanne Collins
32. Inferno - A Divina Comédia - Dante Alighieri - Clássicos da Abril 06
33. Porque Ler Dante? - Eduardo Sterzi
34. Dante Alighieri, o poeta filósofo - Carlos E. Zampognaro
35. Cão da Morte - Agatha Christie
36. Cartas do Papai Noel - Tolkien

Expectativas de Leitura:
- Terminar de ler os volumes das coleções: Clássicos da Literatura Juvenil (50 livros), O Prazer da Leitura (21 livros) e Clássicos da Abril (35 livros)
- Ler tudo que me der na telha no meio desse projeto anteior.

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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Livros: tudo o que você não pode deixar de ler - Cristiane Zschirnit...


Publicado pela Editora Globo em 2006. Possui 392 páginas. Tradução de Claudia Abeling.

Um excelente livro que fala sobre a importância de algumas obras dentro do seu contexto no mundo. Cristiane conta de forma divertida e agradável porque ler determinados livros.

Na introdução do livro ela nos pergunta qual preferimos Shakespeare ou Berti Karsunke. Mas quem diabos é Berti Karsunke? Na verdade é um nome inventado, mas o que ela quer dizer é que as pessoas fazem as escolhas que preferirem. Ninguém deve ser punido por não querer banhar-se em cultura. Se alguém prefere ir encontrar-se com um amigo num barzinho ao invés de bater um papo com Shakespeare num restaurante, não dever perseguido ou julgado por isso, afinal quem está perdendo com isso é a própria pessoa.

É interessante um trecho que ela menciona que “quem não satisfaz sua necessidade de fantasia com os livros antes de assistir a televisão, não desenvolve hábito de leitura forte” e explica porque.

Ela ainda diz que antigamente você tinha na escola uma orientação sobre suas leituras para que pudesse galgar o conhecimento como numa montanha até chegar ao topo do conhecimento. Hoje o conhecimento deixou de ser montanha e passou a ser mar, e muitos se perdem nesse mar de informações sem nenhum equipamento de orientação ou mapa do caminho. Por isso o livro que ela escreve se até apenas a tradição europeia. Ou seja, ela só fala de obras escritas por europeus, o que não quer dizer que não tenhamos excelentes escritores fora desse continente.

Cristiane divide seu livro em 15 temas: ‘Obras que descrevem o mundo', 'Amor', 'Política', 'Sexo', 'Economia', 'Mulheres', 'Civilização', 'Psique', 'Shakespeare', 'Modernos', 'Clássicos virtuais', 'Livros cult', 'Utopia - Mundo cyber', 'Crianças’.

Em Obras que descrevem o mundo o primeiro livro citado é a Bíblia. Sim, ela dá sua explicação de porque é um livro que não pode deixar de ser lido. Curioso? Leia o livro e descubra! Depois ela segue com Homero, Dante Alighieri, Miguel de Cervantes, Goethe, Balzac, Melville e James Joyce. Todos falando sobre o mundo.

No tema Amor ela escolhe obras como Tristão e Isolda, Romeu e Julieta, Ligações Perigosas, Orgulho e Preconceito, Madame Bovary, entre outras. Em Política alguns autores citados são Maquiavel e Marx. Sobre Sexo, não podia faltar menção ao Marques de Sade.

Na Economia voltamos a ver Marx e curiosamente a obra famosa de Daniel Defoe ‘Robinson Crusoé’. É muito interessante a interpretação dessa obra sobre esse tema.

Para falar das mulheres nada melhor que ‘O Segundo Sexo’ de Simone de Beauvoir. E curioso, Mary Wollstonecraft foi uma ativista feminista e era nada menos que a mãe da autora da famosa obra Frankestein. Pena que não viveu para ver o sucesso da filha.

Para descrever a Civilização ela cita Molière, Rousseau, Diderot e Thomas Mann entre outros. E para explicar a Psique fala de Freud, Montaigne, Proust e mais alguns.

Depois ela entra no mérito de porque ler as obras de Shakespeare e sua importância para o mundo. Em seguida fala sobre os Modernos: Woolf, Eliot, Mann, Kafka, Döblin, Musil e Beckett. Dos Clássicos Triviais explana sobre as obras: Frankestein, Drácula, Sherlock Holmes, ...E o Vento Levou e Winnetou.
Sobre Livros Cult tem a vez Os sofrimentos do jovem Werther, O apanhador no campo de centeio, On the road, O lobo da estepe, e Geração X.

Como Utopia, discorre sobre A utopia de More, Francis Bacon, Tommaso Campanella, Well, Huxley, Orwell, Stanislaw lem e Gibson.
E finalmente sobre Crianças não podia deixar de faltar os adoráveis Charles Dickens e Mark Twain, além de Rosseau, Carroll, Lindgren e J. K. Rowling né? Harry Potter já é um clássico infanto-juvenil.

Todos os textos são instigantes e trazem curiosidades e coisas interessantes, mas infelizmente são cheios de spoilers. Ela destrincha algumas obras até o final e conta sem nenhum pudor o final da história. Então na minha opinião é um bom livro para entender melhor o valor de algumas obras, mas se pretende lê-las sugiro que pule os textos que falam dos livros que ainda não leu.

No final do livro temos a inclusão de um texto sobre Machado de Assis escrito João Adolfo Hansen, professor do departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da Universidade de São Paulo. Confesso que foi a parte mais maçante do livro. E não por causa de Machado é claro, mas porque o estilo do autor é muito diferente de Cristiane Zschirnt, o que causa um certo estranhamento, e também achei teórico e técnico demais para leigos. Ele faz análise do estilo de leitura e usa um linguajar que pra mim foi quase indecifrável. Um exemplo:

“A sintaxe gramaticalmente pura pareceria prever apenas significações claras, definidas ou unívocas; mas é justamente o que não ocorre, pois a escrita é construída como divergência de sintaxe e semântica.”

What???? Se eu fosse professor ou estudante de literatura talvez entendesse o que ele quis dizer, mas pra um leigo que importância tem isso? Ele explica a obra na visão da literatura, mas não diz a importância dela para o público em geral que não está pleiteando um lugar na Academia de Letras.

Mas no geral o livro é muito bom, e pra quem não se importa com spoilers, os textos instigam a ler o livro, você sente vontade tirar suas próprias conclusões da leituras das obras citadas. Vale muito a pena.

Cristiane Zschirnt é alemã, nasceu em Bremen em 1965. Estudou filologia inglesa, história da arte e filologia alemã em Hamburgo. Depois de doutorar-se em Zurique, passou a lecionar na Universidade de Hamburgo. Em 2001 publicou Shakespeare-ABC.

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