segunda-feira, 8 de julho de 2013

Os Três Mosqueteiros – Alexandre Dumas...



Esse é o primeiro livro de uma trilogia de Dumas, que inicia no século XVII, na França, no reinado de Luis XIII, tendo como primeiro ministro o Cardeal Richelieu. 

Nesse tempo existiam duas guardas de mosqueteiros, uma que protegia o Rei e outra o primeiro ministro. E entre ambas havia uma certa rixa. Era uma época de muita intriga palaciana e muitos combates e justas com espadas. 

Então entra na história um dos personagens mais famosos da literatura: D’Artagnan. Esse jovem é enviado pelo pai com uma carta de recomendação para o Sr. De Tréville, chefe dos mosqueteiros, em Paris. Por ser impetuoso, uma espécie de Dom Quixote bem jovem, ele arruma confusão pelo caminho todo e numa dessas perde até a carta de recomendação e faz seu primeiro inimigo, que perseguirá o livro todo, o homem de Meung.

Já em Paris arruma confusão com três mosqueteiros, que mais tarde serão seus companheiros inseparáveis pelo resto da história: Athos, Porthos e Aramis. Juntos participarão de várias aventuras no intuito de proteger donzelas em apuros, desfazer intrigas palacianas e confabulações de Estado. Correrão muitos perigos e farão muitas tolices. E ainda por cima terão como vilã a pérfida Milady. Ô mulherzinha intragável e feiticeira.

O que me irritou um pouco nesses mosqueteiros foi a irresponsabilidade deles. Eles tem muitos defeitos que os tornam bem humanos, apaixonam-se num estalar de dedos e perdem dinheiro como se ele desse em árvores. Mesmo assim sentia uma grande simpatia por eles e ficava angustiada e torcendo por eles, mesmo sabendo que no final eles sempre se davam bem. Contudo é bem interessante a maneira como se saem das enrascadas.

O final tem uma parte triste, mas que faz parte da história muito bem, porque deixa uma saída honrosa para manter nosso herói livre para outras aventuras. Quem ler vai saber porque.

Uma ressalva, minha leitura teria sido bem melhor se o livro fosse o texto integral. As duas versões que tenho são adaptações. As adaptações que li até agora de outros clássicos me foram suficientes, mas essa deixou um pouco a desejar, o texto nos faz sentir os cortes no texto. Creio que esta tradução e adaptação do Franciscus De Wiel seja suficiente para adolescentes impacientes, mas para mim senti que faltou muita coisa na história que me faria envolver mais com os personagens e acontecimentos. Há muitas partes que não fazem sentido no tempo, acontecem rápido demais. Mas não posso culpar o pobre De Wiel, pois transpor para 181 páginas um livro de 634 páginas é quase um milagre. Sem dúvida a história é ótima, mas se você tiver mais de 15 anos recomendo que procure uma edição com texto integral, fuja das adaptações com menos de 400 páginas.


Título: Os Três Mosqueteiros
Autor: Alexandre Dumas
Editora: Abril Coleções
Páginas: 247 (com ilustrações e apêndices)
Coleção: O Prazer da Leitura – volume 4
Tradução e adaptação: Franciscus De Wiel
Ilustrador: Gianni
Ano de edição: 2012

Outros blogs e vlogs sobre o livro:


segunda-feira, 1 de julho de 2013

Grandes Obras da Literatura Universal em Miniatura...



Esse vídeo é pra mostrar minha miniestante de minilivros da Coleção "Grandes Obras da Literatura Universal em Miniatura" da Planeta D'Agostini. 

Eram 52 minilivros com texto integral e encadernação de capa dura. Muito linda e fofa, mas... muito cara! Então comprei só alguns exemplares e adquiri a estante que amei!



terça-feira, 25 de junho de 2013

Breve história de quase tudo – Bill Bryson...



Esse escritor e jornalista americano que morou 20 anos na Inglaterra, escreveu um livro onde reúne a resposta para quase todas as dúvidas que temos a respeito da formação do universo e o surgimento da vida na Terra. Como o próprio nome sugere, Breve história de quase tudo não vai contar toda a história da humanidade e sim o período que vai da formação do nosso universo até a criação e desenvolvimento da vida na Terra, terminando com o surgimento do homo sapiens.

Com uma narrativa de fácil entendimento para os leigos, Bryson explica tudo sobre átomos, big bang, química, física, geologia, enfim como chegamos até aqui. De maneira bem humorada nos conta como foram feitas muitas das descobertas que impulsionaram a evolução da tecnologia e da vida no planeta. Todas as teorias que deram origem a novas teorias e novas descoberta, as intrigas entre cientistas de diversas áreas, algumas que ajudaram e outras que atrasaram a história.

Há uma passagem que ele relata de forma engraçada a descoberta da inflamabilidade do hidrogênio: 

“Na França, um químico chamado Pilatre de Rozier testou a inflamabilidade do hidrogênio enchendo a boca com ele e soprado numa chama descoberta, provando de um só golpe que o hidrogênio é de fato explosivamente combustível e que as sobrancelhas não são necessariamente um traço permanente do rosto de uma pessoa” (pg. 71)

Há também uma passagem curiosa e interessante: 

“A radiação, na verdade, é tão perniciosa e duradoura que até hoje é perigoso manusear os papéis dela (Madame Curie) da década de 1890 – até os livros de receitas. Os livros de laboratório de Madame Curie são mantidos em caixas revestidas de chumbo, e para examiná-los é preciso usar roupa protetora.” (pag. 121)

Ele também nos faz refletir na nossa constituição de átomos. Somos formados da junção de zilhões de átomos imortais e após nossa morte eles se separam e vão formar outras coisas e outros seres, fazendo com que na verdade sejamos todos imortais, revivendo e fazendo parte de outros seres no futuro. Pense, nós podemos conter átomos que pertenceram a algum dinossauro ou até mesmo a um Faraó...

Bill conta numa nota de rodapé a incrível falta de sorte do cientista Planck, que perdeu esposa prematuramente, perdeu o filho mais novo na primeira guerra, a forma irônica que perdeu as filhas gêmeas, e como perdeu o trabalho de uma vida toda durante a segunda guerra. Ô falta de sorte! E o coitado viveu 85 anos! Isso é que é sobreviver! (pág. 127).

A comparação de Cropper para entender o quão minúsculo e pesado é o núcleo de um átomo é fantástica. Se expandirmos um átomo até o tamanho de uma catedral, o núcleo seria do tamanho de uma mosca, pesando mais que a própria catedral. Surreal!

Para os amantes da literatura, descobrir como a ciência influenciou alguns escritos de Aldous Huxley é muito interessante. Como na página 251 que ele fala que A. Huxley parodiou um dos cientistas Haldane (pai) num romance chamado Contraponto, criando o personagem do cientista Edward Tantamount, engraçado ler o porque. E do Haldane filho fala: 

“Huxley parodiou igualmente o Haldane mais jovem em seu romance Ronda Grotesca, mas também usou suas ideias sobre a manipulação genética de seres humanos como a base da trama de Admirável mundo novo.” (pag. 251)

Outro fato que chamou a atenção e talvez muita gente não saiba, a teoria de que a mitocôndria das células surgiu de uma bactéria que invadiu outra bactéria e como a experiência foi proveitosa para ambas, formou-se a célula, que faz com que a vida se reproduza através de seu DNA e RNA. Mas entender isso direito é preciso ler o capítulo todo. (pág. 306)

Os últimos capítulos, na quarta parte do livro é dedicado a todos os achados e teorias relacionados a nosso surgimento na Terra e a milhares de lacunas que ainda estão para serem elucidadas. Se somos uma linhagem direta de algum primata, se tivemos outros espécimes como nós convivendo num mesmo período de tempo, se temos um ancestral comum com os macacos... são ainda perguntas que ainda não estão bem respondidas, mas que aguçam nossa curiosidade.

Livro recomendadíssimo para quem gosta de ciências e antropologia.

Título: Breve história de quase tudo
Autor: Bill Bryson
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 484
Tradução: Ivo Korytowski
Ano de edição: 2005


Outros vídeos sobre o livro:
Ler ou não Ler
Tatiana Feltrin



segunda-feira, 10 de junho de 2013

Tag: Encontre o Livro...




Essa Tag foi bem legal. Não lembro onde eu vi primeiro, mas vi no Canal da Pam "Garota TVIt" e da Tatiana Feltrin, do Tiny Little Things. 

Foi traduzida pela Mari do Psychobooks e criada pela Sarah do The Library of Sarah.

Consiste nas seguintes tarefas, achar na sua estante:



1. Encontre um livro com a letra Z no título/autor
2. Encontre um livro clássico
3. Encontre um livro com uma chave na capa
4. Encontre alguma coisa na sua estante que não seja um livro
5. Encontre o livro mais velho da sua estante


6. Encontre um livro com uma garota na capa
7. Encontre um livro que tenha um animal
8. Encontre um livro com um protagonista masculino
9. Encontre um livro com apenas letras na capa
10. Encontre um livro com ilustrações
11. Encontre um livro com letras douradas
12. Encontre um diário (real ou ficção)
13. Encontre um livro escrito por alguém com um nome comum (por exemplo Smith)
14. Encontre um livro que tenha um close up
15. Encontre o livro da sua estante em que a história se passa no período mais remoto
16. Encontre um livro Hard Cover sem a jacket (não vale tirar!)
17. Encontre um livro Turquesa/Teal (http://www.keytag.com/images/keytags/...)
18. Encontre um livro com estrelas na capa
19. Encontre um livro que não seja do gênero YA



quinta-feira, 6 de junho de 2013

Vida de Pedra - A.P. Maryan...


Vida de Pedra é um livro que mostra uma janelinha para o passado do montanhismo. Mostra um pouquinho da vida em clube de montanha de 40 anos atrás. Traz alguns relatos interessantes como uma escalada de um grupo de jovens que só falavam português e levaram um diplomata que só falava inglês para escalar a montanha Dedo de Deus. Um livro para quem gosta de explorar e aprender com o passado, sobre o montanhismo brasileiro.

Vídeo sobre escalada no Dedo de Deus.



sábado, 1 de junho de 2013

Tag: 25 Fatos sobre mim...


Fui tagueada pela fofura da Dani do Canal Trocando em Miúdos. Visitem o Canal dela!

Não sei onde começou, nem ninguém que eu assisti soube dizer. Creio que foi algum Canal estrangeiro. 

Quem quiser fazer a Tag, me avisa que quero assistir!

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Arqueologia, Dinossauros e Animais...



Este é um vídeo falando sobre arqueologia, dinossauros e animais, inspirado num vídeo que vi no YouTube, no Canal do Ler ou Não Ler do Luis. Achei interessante que compartilhamos (eu e o Luis) da mesma paixão por dinossauros e arqueologia. Eu também já quis ser arqueóloga e paleóloga quando criança! Aqui estão alguns dos meus tesouros!