quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Os Livros da Magia - quadrinhos e prosa...


Ouvi falar pela primeira vez sobre Os Livros da Magia, em 2007 e fiquei super empolgada para ler, porém só consegui encontrar um volume da série, o quarto. Em busca incansável pela internet acabei por descobrir também uma série de livros da Carla Jablowski inspirada nessa série do Neil Gaiman. Ela contou em prosa a história dos quadrinhos ilustrado por John Bolton, Scott Hampton, Charles Vess e Paul Johnson, e continuou a saga com mais alguns volumes também em prosa.

A série original foi escrita em quadrinhos em 4 volumes na década de 90 (se não me engano), por Neil Gaimam e cada volume da revistinha com um ilustrador diferente. Os livros em prosa são de 2005 e reúne os quatro quadrinhos no primeiro volume chamado O Convite. Esse e o segundo volume "Encantos" foi publicado aqui no Brasil pela Conrad, mas os outros quatro volumes tive que comprar pela Publicações Europa América de Portugal, pois nunca foram lançados no Brasil. Mas compensou, muito legal as histórias contadas pela Carla.

Voltando aos quadrinhos, um dia passando por uma banca aqui perto de casa, eis que encontro a edição de luxo com os quatro volumes, e então pude satisfazer minha vontade de tê-los em minha biblioteca.

Lembro que houve uma polêmica em que acusaram a pobre J. K. Rowling de plágio. Bobagem, ela pode até ter se inspirado na história, mas as coincidências entre os personagem são apenas físicos. Tim e Harry são meninos mirrados, que usam óculos e que não sabem no começo que estão fadados à um grande destino. O próprio Gaiman disse em entrevista que os dois (ele e a Rowling) estavam roubando a ideia de outro escritor T. H.White. Enfim, não existe nada 100% original, toda criação é inspirada ou espelhada em algo que já existe no mundo físico ou dos sonhos.

Timoty Hunter é um garoto que gosta de andar de skate e um dia ao matar aula para fazer isso, tem um encontro inusitado com os "Encapotados". A princípio ele foge deles, achado que os caras são uns malucos. Só quando um dos Encapotados transforma seu io-io em uma coruja, que Tim para para ouvir surpreso o  que eles tem para dizer e mostrar. 

Esses quatro estranhos personagens são figuras do universo DC: Vingador Fantasma, John Constantine, Dr. Oculto e Mister Io. A missão deles é mostrar a Tim o que é magia e suas consequência, pois o garoto terá que decidir se quer tornar-se o mago mais poderoso ou prefere virar as costas a magia e ser um menino normal como qualquer outro. E assim começa as aventuras de Tim Hunter pelo mundo da magia, do passado, do presente e do futuro.

Eu gostei muito tanto dos quadrinhos como dos livros em prosa. Mas que curte e conhece bem as HQ's da DC e o mundo de fantasia de Gaiman vais gostar mais ainda, ao descobrir as mil e uma referências a outras histórias.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Dragões e Criaturas fantásticas #4 - O Dragão Vermelho...



O Dragão Vermelho - a lenda do Rei Arthur

Com a morte do soberano Constantino que reinava na Bretanha, Vortigern, um servidor do rei, assume o poder. Para isso ele precisava se livrar dos herdeiros de Constantino: Ambrósio e Uther Pendragon. Ele matou o primeiro, mas Uther conseguiu escapar.

Com medo da volta do Pendragon, Vortigern resolver construir no alto da colina de Dinas Emrys uma fortaleza inexpugnável, porém cada vez que erguiam uma parede essa desmoronava. Foi Merlin ainda criança que informou ao usurpador que isso acontecia porque havia dois dragões dormindo sob a terra.

Ao escavar descobriram-se os dragões, que despertados pela luz começaram uma grande batalha entre eles, o Vermelho e o Branco. O Branco ganhava a batalha quando num último suspiro o Vermelho matou o dragão Branco. Merlim profetizou que isso mostrava que mesmo tendo usurpado o trono seu poder duraria apenas um tempo e que logo a linhagem de Uther - o dragão vermelho - dominaria o reino da Bretanha.

Essa edição de número 4, traz em Dragonologia sobre as cores dos dragões e em Bestiário Fantástico sobre a salamandra.




As Cores dos Dragões
Azul, vermelho, verde, preto, branco e dourado: a pele com escamas dos dragões revela o caráter do seu proprietário, o que é uma pista valiosa para quem tiver coragem de se aventurar no seu território...

A Salamandra
A salamandra é um batráquio com aparência de lagarto. Desde a antiguidade, a inofensiva salamandra foi dotada de grandes poderes. Acredita-se que possuía o mias mortal dos venenos e dizia-se que o fogo, o seu elemento natural, não a afetava de todo.

Veja os outros volumes da Coleção!

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Tag Hábitos de Leitura...


Essa tag foi criada pelo Canal HeyHeyBooks e traduzida pelo Canal da Aione Simões.

Tag Hábitos de Leitura

1. Quando você lê? (manhã, tarde, noite, o dia inteiro ou quando tem tempo)

2. Você lê apenas um livro de cada vez?

3. Qual seu lugar favorito para ler?

4. O que você faz primeiro: lê o livro ou assiste ao filme?

5. Qual formato de livro você prefere? (áudio-livro, e-book ou livro físico)

6. Você tem algum hábito exclusivo ao ler?

7. As capas de uma série tem que combinar ou não importa?


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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

O Retrato de Dorian Gray - Oscar Wilde...



Basil é um pintor apaixonada por um rapaz de seus 17 anos chamado Dorian e faz um retrato de corpo inteiro dele. Durante uma visita ao atelier Basil se vê obrigado a apresentar Dorian a seu amigo Lord Henry. Este é um bon vivant, um playboyzinho do século 19 que impressionado com a beleza de Gray resolve mostrar a ele os prazeres que a vida pode lhe proporcionar se ele souber explorar a beleza que possui. Assim Lord Henry começa por corromper o pobre rapaz.

Porém, ao ver o retrato que Basil pintou, Dorian entra em choque e deseja que o quadro envelheça no lugar dele e para consolá-lo Basil lhe presenteia com o quadro. Então começa a história. Dorian Gray um dia descobre que o quadro começa a tomar para sim todas as marcas do tempo e dos estados de espírito de Dorian, enquanto ele permanece jovem e vibrante. Ele começa a perceber que o quadro está refletindo a sua alma, que normalmente se reflete nas outras pessoas em seu corpo, como rugas de preocupação, expressões de cinismo, de angústia, de crueldade... 


A história é muito interessante e faz refletir sobre a sociedade em geral. O livro traz uma boa crítica a cínica sociedade vitoriana que se dizia puritana, mas que por baixo dos panos cometia atrocidades, crimes e traições. Traz discussões sobre a estética, a vida vivida apenas pelo prazer custe o que custar, sem se preocupar com as pessoas ao seu redor, evitando tudo que possa parecer feio, ou que possa trazer algum desprazer. Um verdadeiro egoísmo sem culpa. É isso que enxerguei no livro.

O único personagem que me fez sentir empatia foi o pintor Basil, que me pareceu uma pessoa boa e preocupada com os amigos. Dorian começa como um adolescente mimado e prossegue como um adulto superficial, insensível, egosísta... assim como Lord Henry, o típico "diabinho do ombro esquerdo". O que mais me irritou nele é o fato dele usar Dorin para experimentar teorias suas, influenciando o cabeça oca a ser como ele queria, para descobrir em que resultaria, sem o mínimo de pudor ou constrangimento de saber que poderia destruir a vida do rapaz.

O livro fez um auê na época em que foi publicado (1890) apenas por sugerir (na minha opinião) muito sutilmente o homosexualismo de Basil. Oscar Wilde era um representante do esteticismo e confesso que preciso estudar um pouco mais sobre o tema para entendê-lo melhor. Enfim, o livro é ótimo e traz uma ideia bastante original e diferente. Algo que com certeza muita gente gostaria de ter, um retrato que envelhecesse ou que ficasse marcado pelas coisas ruins da vida em seu lugar! Ficar com uma carinha de anjo, parecer uma pessoa ingênua ajuda que a manipular pessoas, justamente porque a sociedade é superficial e dá um valor muito grande a beleza exterior em detrimento do caráter e das qualidades do indivíduo. É tal história de julgar pela capa. Achar que uma pessoa bonita com cara de ingênuo nunca poderia fazer mal a alguém. Doce ilusão!


O Autor


Oscar Fingal O'Flahertie Wills Wilde, ou simplesmente Oscar Wilde nasceu em Dublin, em 16 de outubro de 1854 e foi um escritor irlandês. Depois de escrever de diferentes formas ao longo da década de 1880, ele se tornou um dos dramaturgos mais populares de Londres, em 1890. Hoje ele é lembrado por seus epigramas e peças, e as circunstâncias de sua prisão, que foi seguido por sua morte precoce.

Casou-se com Constance Lloyd, filha de um rico advogado de Dublin, com quem teve dois filhos, Cyril, Vyvyan. O sucesso literário foi acompanhado de uma vida bastante mundana, e suas atitudes tornaram-se cada vez mais excêntricas.

Em Maio de 1895, após três julgamentos, Wilde foi condenado a dois anos de prisão, com trabalhos forçados, por "cometer atos imorais com diversos rapazes". Wilde escreveu uma denúncia contra um jovem chamado Bosie, publicada no livro De Profundis, acusando-o de tê-lo arruinado. Bosie era o apelido de Lorde Alfred Douglas, um dos homens de que se suspeitava que Wilde fosse amante. Foi o pai de Bosie, o Marquês de Queensberry, que levou Oscar Wilde ao tribunal. (informações retiradas da Winkpédia).



quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Dragões e Criaturas fantásticas #3 - O Dragão de São Jorge...


O Dragão de São Jorge, o herói frente ao dragão
A região de Silene vivia aterrorizada por um dragão. O seu sopro nauseabundo secava as colheitas e cegava todos aqueles que cruzavam o se caminho. Para que o monstro não acabasse com eles os habitantes da região decidiram prestar-lhes tributo, mas o dragão mostrava-se cada vez mais ambicioso, chegando a exigir oferendas na forma de vidas humanas.

Finalmente, o dragão foi abatido por São Jorge, após um terrível combate no qual o patrono dos cavaleiros esteve prestes a perder a vida antes de acabar com a criatura infernal.

Essa terceira edição traz em Dragonologia sobre o sopro mortal dos dragões e em Bestiário Fantástico sobre a Fênix.


O sopro dos dragões
O sopro do dragão pode ser de fogo, de gelo ou de ácido. Com qualquer um deles pode acabara com seus inimigos mais tenazes sem necessitar de recorrer à sua prodigiosa força física.

A esfinge
Este monstro fantástico com corpo de leão recostado e cabeça humana apareceu no Egito em meados do terceiro milênio antes de Cristo e passou por várias metamorfoses que refletem a evolução constante do seu simbolismo.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Tag Perfil de Leitor...



Tag criada pela Lélia Santos. Fui tagueada pela Amanda Gomes  e pelo Canal Contágio Literário do Edy.

Como fazer?

Responda as seguintes perguntas:

1º Fale duas manias que te incomoda?

2º Você empresta livros?

3º Depois que comprou um livro, antes de iniciar a leitura qual a primeira coisa que você faz?

4º Você se julga consumista literário?

5º Tem alguma coisa que te incomoda em capas de livros?

6º Tem algo que te provoca angustia no processo de leitura?

7º Tem algo que te deixa constrangido no processo de leitura?

Canais tagueados por mim:
Glaucia da Estante Indiscreta
Isa da Lido Lendo
Léo do Um Leitor a Mais
Fernanda da Só mais um capítulo


Outras redes sociais:
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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

O Engenhoso Fidalgo Dom Quixote da Mancha - Miguel de Cervantes




Na região da mancha vivia um fidalgo de seus mais de 50 anos junto a uma sobrinha e sua ama. Como todo bom fidalgo, Alonso Quijana não tinha nada para fazer e passava seu tempo a ler novelas de cavalaria. De tanto ler o pobre homem acabou perdendo o juízo e imaginando que podia ser um cavaleiro andante como o dos livros, pegou uma armadura velha, improvisou um capacete, autodenominou-se Dom Quixote e buscando um velho cavalo, ao qual deu o nome de Rocinante, fugiu de casa para viver suas aventuras.
Nessa primeira empreitada, fez com que um estalajadeiro (que ele imaginava um senhor de castelo) o sagrasse cavaleiro. Esse estalajadeiro conseguiu, depois de muita confusão  convencer Quixote a voltar para casa, pois um cavaleiro precisava primeiro de um escudeiro e de algum dinheiro. Convencido disso, Dom Quixote resolve voltar, mas nessa volta acaba entrando em outra confusão e consegue chegar em casa todo quebrado.

A sobrinha e a ama chamam o Cura e o Barbeiro, amigos de Alonso, e explicam que o pobre fidalgo enlouqueceu de tanto ler livros de cavalaria e todos resolvem fazer uma limpa na biblioteca, queimar a maioria dos livros que eles achavam má influencia para Alonso e proibi-lo de entrar na biblioteca. Contudo esse trabalho não devolve a sanidade a Dom Quixote, que depois de convidar um amigo lavrador, Sancho Pança, para ser seu escudeiro, foge uma segunda vez de casa. E assim começam as aventuras de Dom Quixote, onde sua primeira missão foi lutar contra moinhos de vento que ele via como gigantes malvados e aterradores. Dom Quixote inventa também uma dama por quem lutar e viver tantas peripécias, Ducinéia do Toboso, afinal um cavaleiro obrigatoriamente precisa de uma musa inspiradora. Durante as andanças de Dom Quixote, outras histórias permearão o romance, a do quarteto Cardênio, Dorotéia, Dom Fernando e Lucinda, a história do Cativo e da Zoraide, do Grisóstomo e da Marcela e de Dom Luís e Dona Clara.
Haverá ainda uma terceira fuga de casa de Dom Quixote e Sancho Pança. Cervantes escreveu a primeira parte do romance com as duas primeiras fugas, em 1605. Dez anos depois, em 1615, ele escreve a parte final do romance, onde conta quando Quixote fica sabendo que alguém escreveu um livro sobre suas aventuras.

Todo livro é muito engraçado e uma paródia as novelas de cavalaria que na época eram os best-sellers do momento. Cervantes critica a forma sem noção dos escritores de seu tempo, que escrevem histórias totalmente inverossímeis, com situações descabidas e fantasiosas demais, onde um único homem enfrenta exércitos inteiros, gigantes e dragões e sai ileso de todas as aventuras. Discute-se se o leitor teria a percepção para diferenciar o real do fictício, pois muitas pessoas acreditavam em cada palavra escrita nesses livros fantasiosos. Cervantes foi considerado o precursor do romance moderno.
Eu gosto muito da história de Dom Quixote, a primeira vez que li foi uma adaptação feita por Orígenes Lessa em 1991 e depois uma releitura do mesmo livro em 2001. Essa é a primeira vez que leio uma versão integral do livro, porém fiquei um pouco decepcionada por não encontrar a terceira parte do romance, na edição da Clássicos da Abril só tem o primeiro livro escrito em 1605. Porém valeu muito a leitura, pois há muito mais detalhes a conhecer. Felizmente conheço a parte final da obra por conta das adaptações lidas anteriormente que traziam também a história (adaptada) escrita em 1615.


Em muitos momentos apesar das cenas hilárias, senti pena do pobre Dom Quixote. Fico impressionada com a capacidade das pessoas de escarnecer e fazer brincadeiras com o pobre maluco. Creio que elas deveriam ter um pouco mais de respeito com um senhor, que perdeu o juízo, mas que tinha somente boas intenções. O correto seria tentar trazê-lo a sanidade, mas acham mais divertido tirar proveito da loucura do homem. Dom Quixote apanha muito nessas andanças, a ponto de ficar todo quebrado, mas em pouco tempo entra em  nova confusão, parece até desenho animado. Apesar de seus 400 anos continua sendo uma história adorável de se ler, muito criativa e engraçada.


Outras resenhas e vídeos:


Canal jhowsz - video